Aquela republica de ratos estava em polvorosa. Egressa de um longo período de ditadura militar e quase que falida, submeteu-se financeiramente ao fundo de auxilio internacional. Cada vez mais desorganizada, apressava-se em promover profundas reformas, congelando salários e desmoralizando aquele tido como mínimo, revogando direitos e colocando empresas publicas e rateio ridicularizando aposentados e atribuindo aos servidores públicos os rombos do tesouro e da previdência insensíveis a tudo, alguns assim se comportavam e debatiam:
-sou mais importante que todos! O meu trabalho e mais digno que o dos outros!
Por isso, por viver nos domicílios, quero auxilio-moradia! Já que vivo no telhado,vou também aumentar o meu teto, custe o que custar! Isso e “ratione loci”(lat.., em razão do lugar)...-sentenciou Rattus rattus rattus.
-E nós, que vivemos no porão? –indagou a ratazana.
-Isso compete ao chefe, não a mim! Trata-se de uma ação ridícula, uma ratice!
-nossos salários estão congelados há seis anos.... e você tramando aumentar apenas os seus?... Que rateio mais esquisito!
-Vocês foram condenados ao porão, à lama, aos esgotos, em ambientes mais frios que tornam os salários cada vez mais congelados!....
-De fato, somos roedores, mas não somos cobaias!- insistiu a ratazana.
-Pois tratem de discutir a garantir o piso, não o teto!...
Indignados com tais atitudes, a ratazana, o camundongo e vários roedores silvestres procuram, em vão, localizar o chefe para um diálogo de reivindicações. O chefe, um ratão do banhado aposentado precocemente, encontrava-se por demais preocupado.. com a sua popularidade.
-Estão procurando o chefe? Como de habito, ele acabou de chegar de uma viagem e agora está lá no banhado, descansando! Creio que não gostaria de ser importunado! –respondeu o mocó, que desempenhava o papel de “aspone” (assessor de p.. nenhuma).
-Bem que me falaram que mocó é também alguém que muito sabe e nada revela! – explicou o camundongo.
Após muita insistência, o mocó desperta o chefe. Irritado, o ratão do banhado recebe a comitiva bem a contragosto e logo, dirigindo-se ao camundongo, exclamou em alta voz:
-Olhe aqui, se o assunto for salário mínimo, já vou adiantando que ele será do seu tamanho, que e o menor entre toso nós!... qual e seu peso?
-151 decigramas!!
51? Que boa idéia!... Este será o valor do novo salário: 151 grãos!...
-Mais uma vez, “a montanha pariu um rato!” –exclamaram todos os ratos.
Por que toda vez que tentamos dialogar, o senhor logo rateia? – exclamou um rato silvestre.
-Vocês são trabalhadores rurais, já fiz tudo o que poderia fazer pela categoria!
-SR. Ratão, viemos em paz! Não habitamos os telhados, somo portanto os sem-teto; não invadimos os domicílios, somos também os sem-casa; além do mais, botaram fogo lá na floresta e ficamos sem-terra!estamos desempregados! –completou outro rato silvestre.
-Não viemos aqui delatar corrupção! Queremos um salário mais dignos, os nossos estão congelados há seis anos!.. suplicou a ratazana.
-Delatar corrupção? Isto me dá asco! Não fui eu quem chamou uma fêmea por aí de ratuína! Se você quer mais dinheiro, então diga-me, o que faz na vida?
-minha ação maior e roer!
-Roer? Pois coloque um “P” na frente e veja que não tenho mais dinheiro o que tinha destinei todo a ele!...
-Ah... os bancos falidos, o Proer!... mais uma vez, ele roeu a corda!
-Vocês só querem ratinhar.. ao trabalho, vagabundos!
-Poxa, nem parece que ele, um dia, foi como nos....
Pedro Marcos Linardi
domingo, 23 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Comunidade de ratos
“-Não sou ratel, nem Ratitas! -exclamou um velho rato que se julgava o mais sábio naquela comunidade de roedores”.
-Como assim?-indagou a ratazana.
-Olhe aqui, ratel é um carnívoro da família dos mustelídeos, encontrado na África e na índia; Ratitas é um grupo de aves corredoras que inclui avestruzes e emas! Eu sou o ratíssimo!
-Ratíssimo? Pelo fato de ser mais velho necessita, também, ser autoritário?
-Não, ratazana!Entre certas civilizações sou tido como animal sagrado! Ademais meu nome científico é Rattus rattus rattus! É isto mesmo, o rattus três vezes ratificado!
Ora, se Santo, Santos, Santo, quer dizer Santíssimo, logo.
-Tudo bem, sr Rattus! Há muito equívoco entre nós! Alguns humanos acham que sou eu a mãe do camundongo! – lembrou a ratazana.
-Noooossa mãe!... Interveio o camundongo, eu sou Mus musculus, você, ratazana, é Rattus norvegicus novergicus, nada temos em comum!
-Calúnias, dona ratazana. Até acham que você é minha fêmea! Isso é que é uma tremenda rata! – completou o Sr. Rattus.
-Posso até ser uma “miss”, mas o sufixo mys é designado de outros roedores, de hábitos silvestres que, embora aparentados conosco, não pertencem à nossa família!
-Eu sou Mus e não mys, além do mais ele vem na frente e não atrás! –bradou o camundongo.
-Quanta necessidade de afirmação meu caro! Piores calúnias fazem contra mim, pois, acham que posso me transformar em morcego! –retrucou o Rattus.
-Eta família complicada! Nossos primos lá do mato até gozam de mais prestígio. Um desses chegou até a ser homenageado com o nome de um eminente político! – explicou rattus.
- Ainda bem!- completou a ratazana. Pior é quando se dão nomes de ratos a certos políticos que fazem politicalha!...”
Vetores e praga
Pedro Marcos Linardi
-Como assim?-indagou a ratazana.
-Olhe aqui, ratel é um carnívoro da família dos mustelídeos, encontrado na África e na índia; Ratitas é um grupo de aves corredoras que inclui avestruzes e emas! Eu sou o ratíssimo!
-Ratíssimo? Pelo fato de ser mais velho necessita, também, ser autoritário?
-Não, ratazana!Entre certas civilizações sou tido como animal sagrado! Ademais meu nome científico é Rattus rattus rattus! É isto mesmo, o rattus três vezes ratificado!
Ora, se Santo, Santos, Santo, quer dizer Santíssimo, logo.
-Tudo bem, sr Rattus! Há muito equívoco entre nós! Alguns humanos acham que sou eu a mãe do camundongo! – lembrou a ratazana.
-Noooossa mãe!... Interveio o camundongo, eu sou Mus musculus, você, ratazana, é Rattus norvegicus novergicus, nada temos em comum!
-Calúnias, dona ratazana. Até acham que você é minha fêmea! Isso é que é uma tremenda rata! – completou o Sr. Rattus.
-Posso até ser uma “miss”, mas o sufixo mys é designado de outros roedores, de hábitos silvestres que, embora aparentados conosco, não pertencem à nossa família!
-Eu sou Mus e não mys, além do mais ele vem na frente e não atrás! –bradou o camundongo.
-Quanta necessidade de afirmação meu caro! Piores calúnias fazem contra mim, pois, acham que posso me transformar em morcego! –retrucou o Rattus.
-Eta família complicada! Nossos primos lá do mato até gozam de mais prestígio. Um desses chegou até a ser homenageado com o nome de um eminente político! – explicou rattus.
- Ainda bem!- completou a ratazana. Pior é quando se dão nomes de ratos a certos políticos que fazem politicalha!...”
Vetores e praga
Pedro Marcos Linardi
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