sábado, 31 de julho de 2010

Sapos e Jacarés

Uma notícia interessante, vinda da Austrália, informa que os enormes jacarés daquele país estão sendo vitimados... pelos sapos! Pelo menos é o que suspeitam os especialistas.
A história dos sapos na Austrália merece ser contada, pela lição que encerra a respeito das sutilezas do equilíbrio ecológico: o tal de “ecolíbrio”, a que já temos nos referido. Todos conhecem a história dos coelhos, que lá foram introduzidos pelos ingleses pelo prosaico motivo de sentirem falta da raposa que costumavam alegremente perseguir com seus cavalos... (Depois dizem que o nosso carnaval é coisa de subdesenvolvido).
O fato é que esse substituto caboclo da raposa tomou conta de todo o continente, devorando tranqüilamente as suas couves e cenouras, sem ser perseguido pelos seus predadores naturais, sul-americanos, que lá não existem...
Já o sapo foi levado para lá por razões mais sérias. Quando os australianos começaram, lá pelos anos 30, a plantar a cana de açúcar, esta levou consigo a “broca dos canaviais”, que, não encontrando lá seus predadores naturais, dizimava as plantações. Informados de que, aqui no Brasil, os maiores devoradores do besouro da broca eram os sapos, os australianos levaram os nossos simpáticos batráquios para lá.
O resultado, a princípio, foi esplêndido! Só que... Não há lá os inimigos naturais do nosso bufo, ou seja, certas cobras que conseguem come-lo, apesar do seu poderoso veneno e, creio que mais importante, os nossos furões que se regalam com seus ovos...
Ora, os sapos têm vida longa... uns 35 anos em média. E durante esse tempo, põem milhares de ovos! Resultado: uma enorme população de sapos, depois de ter acabado com os besouros, começou a devorar também abelhas, borboletas e até pequenos anfíbios nativos.
E agora vem a notícia do último episódio da novela: pelo menos três gigantescos répteis que, comprovadamente, devoraram sapos, morreram vitimados pelo terrível veneno!
Parece que não é só no Brasil que se morre engolindo sapos...


Esse texto foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em setembro de 2001.

Tratar esgotos e reciclar água - a grande solução!

Na economia da água, o grande vilão é mesmo a poluição municipal e industrial! Será que existe solução "mágica" para isso?
Não existem soluções mágicas para a poluição dos rios: existe tecnologia! Desde as mais simples e pouco dispendiosas, como os tanques sépticos, os biodigestores, as lagoas de estabilização e mesmo os valos de oxidação, até os mais sofisticados e "compactos", como os sistemas de lodos ativados. E há também o mais antigo de todos, ainda hoje usado em muitos países, que é a fértiirrigação, ou disposição dos esgotos em solos agrícolas e pastagens. Cada um desses sistemas tem a sua aplicação, dependendo do tamanho da população, área disponível, topografia, clima etc. Todos eles são, porém, igualmente eficazes. Naturalmente, os mais baratos, exigem áreas maiores e consomem apenas energia solar; os mais "compactos" são mais mecanizados e consomem mais energia elétrica.
Os efluentes dessas instalações, isto é, os "esgotos tratados", algumas vezes são lançados de volta aos rios. Mas há muitas outras aplicações para eles. Podem, por exemplo, ser utilizados em irrigação. Ou podem servir para o abastecimento industrial, ou para produzir vapor, nas usinas termoelétricas. Assim, a reciclagem das águas usadas pode constituir um recurso fabuloso para a economia de água. Imagine se isso fosse feito - como já se pensou - com os esgotos da Grande São Paulo: 50 metros cúbicos por segundo, na irrigação de florestas, para produção de madeira e celulose!
Mas há reciclagens em menor escala, que podem ser praticadas no ambiente de uma fábrica, ou até doméstico! Atualmente, o volume total do rio Tamanduateí, na Grande São Paulo, é usado e reutilizado mais de dez vezes pelas indústrias localizadas na sua bacia! Mas você já pensou na possibilidade de usar a água empregada no banho para a descarga hidráulica do vaso sanitário, em vez de usar água potável, que foi tratada com cloro, flúor e tudo mais? Ou a água despejada pela máquina de lavar roupas, para a limpeza do quintal, ou do automóvel?
É bom pensarmos nisso... ou morreremos de sede às margens dos maiores mananciais do mundo!

(*) Este artigo foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em julho de 2002.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos


A aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos é mais uma vitória deste Conselho, porque o Projeto de Lei aprovado
contém importantes contribuições dos conselheiros, propostas desde 1999, inclusive por dois seminários realizados em 2004
e 2005 (http://www.mma.gov.br/port/conama/eventos.cfm).
É uma vitória também porque diversas resoluções em vigor vêm experimentando dispositivos avançados, de acordo com
competências estabelecidas pela Lei 6.938/81, que estão sendo confirmados neste novo marco legal, a ser sancionado pelo
Presidente da República, o que propiciará melhores condições ao trabalho normativo.

Cordialmente,
Nilo Diniz
Diretor do DConama/MMA

Após 20 anos de batalha aguerrida, fruto da união de forças e alinhamento de todos os setores engajados com a gestão de resíduos no País, a PNRS foi aprovada nesta quarta-feira (07/07).
Com a sanção da lei, teremos um novo cenário na reciclagem e aproveitametno de milhares de materiais hoje descartados no lixo.
As sacolas plásticas, por exemplo, hoje utilizados para colocar o lixo doméstico, serão menos necessárias a partir da vigência da nova lei. Isto porque os instrumentos de logística reversa e coleta seletiva, presentes na PNRS, estimularão a reciclagem e a compostagem.
É um novo momento. Parabéns a todos que lutaram pela aprovação da PNRS!

Lei Brasileira: Reversão Rápida e Completa?

É possível combinar agricultura tropical moderna com conservação ambiental? A agricultura brasileira oferece exemplos marcantes que associam alta produtividade com adequada proteção ambiental (1, 2). Contudo, estas praticas efetivas podem perder espaço para padrões convencionais associados a sobre-explotação de recursos e degradação ambiental.
Uma revisão do Novo Código Florestal, o principal marco legal brasileiro relativo a proteção ambiental em terras privadas, ora é submetida a apreciação do Congresso Nacional, com forte tendência de aprovação. A proposta de revisão gera serias implicações a comunidade cientifica brasileira, a qual foi solenemente ignorada na formulação da proposta. As novas regras irão beneficiar setores que dependem da expansão da fronteira agrícola através da conversão de áreas de florestas e cerrados a reduzirão as exigências para recomposição da vegetação nativa ilegalmente suprimida desde 1965. Se aprovada, as emissões de CO2 crescerão substancialmente, invertendo a tendência de redução apontada recentemente em Copenhagen. A rápida análise da relação espécie-área projeta risco de extinção para mais de 100,000 espécies, uma perda massiva que compromete compromissos e metas de conservação da biodiversidade. Os proponentes da nova lei, sabidamente associados a grupos específicos do setor do agronegócio, reclamam da redução de terras disponíveis para a expansão da agricultura, e argumentam que a legislação vigente de proteção ambiental é excessiva e exagerada em função de interesses internacionais capitaneados por organizações não-governamentais ambientalistas. Não obstante, estudos recentes (3) mostram que sem conversão de novas áreas de vegetação nativa, a produção de grãos pode ser ampliada convertendo-se pastagens disponíveis para agricultura e intensificando a produção pecuária nas pastagens restantes. O Brasil apresenta um grande potencial para atingir um desenvolvimento sustentável conservando seu patrimônio biológico único. Embora contestado pelo Ministério do Meio Ambiente e maioria dos cientistas, a combinação de políticos tradicionais, grupos econômicos oportunistas, e poderosos fazendeiros poderá criar uma condição de difícil resistência. A situação é delicada e séria. Sob o risco que paira sobre o Novo Código Florestal o Brasil sofre um retrocesso de meio século, com conseqüências criticas e irreversíveis além dos seus limites.

Jean Paul Metzger,1,* Thomas M. Lewinsohn,2 Carlos A. Joly,3 Luciano M. Verdade,4 Luiz Antonio Martinelli,5 Ricardo R. Rodrigues6

fonte:conama

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Água e as guerras

Alguns videntes improvisados têm afirmado que as guerras deste novo século serão travadas pela disputa da água e não de metais ou fontes energéticas...
Essa afirmação é evidentemente cínica e irresponsável. Primeiro, por considerar que a obtenção dos bens da Terra continuará sendo, necessariamente, efetuada através de conflitos armados, à custa do sacrifício de pessoas e enormes despesas em armamentos, energia, materiais nobres, alta tecnologia, reconstrução de cidades inteiras... Segundo, por menosprezar justamente a capacidade construtiva e realizadora da humanidade, como se toda a sua força inventiva tivesse que ser dirigida para a destruição e a degradação.
A água constitui o recurso natural mais abundante na Terra e a sua obtenção em qualquer ponto da superfície do Globo - mesmo os mais áridos - mediante o emprego de tecnologias as mais sofisticadas, custaria muito menos do que uma guerra moderna, ainda que de duração efêmera, destinada à tomada dessa água pela força.
Técnicas modernas de localização, perfuração e extração de águas subterrâneas de grandes profundidades são, em geral, bem mais modestas que as empregadas na obtenção de petróleo, além de que as jazidas de água potável são muito mais disseminadas pelo planeta, constituindo reservas praticamente infinitas. Quanto à obtenção de água doce a partir da água do mar, esta há muito já deixou de constituir novidade tecnológica empregada apenas em navios de longo curso. Vários métodos estão em uso, além da simples destilação, destacando-se os processos de congelamento e osmose reversa, em uso há quase três décadas em instalações importantes do Oriente Médio, que fornecem volumes superiores a um milhão de metros cúbicos por dia.
É muito provável que se apenas a metade dos recursos gastos nas intermináveis guerras do Oriente Médio fossem empregadas na obtenção de energia solar e água potável, o fantasma da "crise da água" há muito teria deixado de existir...

(*) Este artigo foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em julho de 2002

Incoerências e contradições

Parece evidente que o verdadeiro potencial catastrófico da deterioração ambiental de nosso mundo não foi, ainda, conscientizado pelos que nos governam. Digo isso, em termos globais e não apenas brasileiros. A questão ambiental foi adotada como bandeira política, apenas pelo seu caráter “original” de risco devido a fatores passivos, e não – como costumam ser os fatores de risco – diretamente associados a realizações objetivas, de destruição, como as guerras, a bomba atômica. Ou a elementos que não dependem da nossa vontade, como as epidemias. Esse caráter passivo – e a sua novidade – tornou-se atraente à classe política, pela sua inconquistabilidade, pelo seu aspecto sistêmico, não sanável por nenhuma ação administrativa imediatista, o que permite usá-lo como elemento demagógico e irresponsável. Posição cômoda, em que o acusado é a humanidade e o acusador não precisa indicar punições...
A verdade é que as soluções também não são propriamente ativas e objetivas, mas implicam mudanças de comportamento, hábitos, usos e costumes. Mudanças às vezes drásticas e de muito grandes amplitude e alcance. Em princípio, todas elas são conhecidas, avaliadas, sugeridas e reconhecidas... mas raramente praticadas, a não ser pontualmente, o que não resolve grande coisa. O mundo mentalmente sadio reconhece, por exemplo, que a continuação do uso dos combustíveis fósseis está produzindo mudanças climáticas de potencial catastrófico na deterioração do planeta. Condenam-se os que, por motivos econômicos, se recusam a assinar compromissos de participação coletiva no objetivo de “salvar a humanidade”... Porém, mesmo os países e governos que participam desses compromissos, continuam a – não apenas manter, mas - prolongar seus gasodutos, a perfurar novos poços, a construir petroleiros cada vez mais gigantescos.
No campo restrito das nossas prefeituras, por exemplo, muito se tem defendido a chamada “reciclagem”, como providência mágica destinada a resolver todos os problemas do lixo. Porém, pouco tem sido visto em matéria de criação de infra-estruturas que permitam o reaproveitamento do seu principal componente, a matéria putrescível (o lixo, propriamente dito), na produção do composto, única maneira racional de devolver a terra àquilo que dela foi retirado, em lugar de exauri-la e envenená-la posteriormente com produtos químicos. Esse preciosíssimo material continua a ser enterrado, dentro das cidades, como coisa imprestável e indesejável, nos eternos e espaçosos “aterros sanitários”.


(*) Este artigo foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em outubro de 2003

terça-feira, 13 de julho de 2010

Caixa de papelão transforma-se em 100 árvores


São Paulo - Imagine se você pudesse se desfazer de todo tipo de embalagem simplesmente enterrando-as no canteiro mais próximo e, tempos depois, encontrasse uma mini plantação de brotos de árvores verdinhos.
É exatamente isso que o micrologista e advogado inglês Paul Stamets fez ao laçar no mercado a Life Box - uma caixa de papelão que pode ser rasgada e enterrada para plantar 100 árvores.
A embalagem é à base de papel reciclado em cujas fibras foram inseridas sementes de árvores, cada uma salpicada com esporos de fungo, formando uma micorriza (veja na foto abaixo). Quando plantadas, as sementes brotam graças em parte ao fungo, que ajuda a nutrir a planta.
Aprovado pelo Ministério da Agricultura para o plantio em todos os estados dos Estados Unidos e no Canadá, a Life Box ainda precisa de aprovação de outros países para ser enviada ao exterior, para não espalhar espécies de plantas não-nativas nessa regiões.
Segundo o site da invenção, a caixa semeadora de plantas pode ser utilizada para enviar produtos, como uma embalagem de Sedex, por exemplo. Um pacote com dez caixas de dimensões 10,5cm x 7,5cm custa cerca de 33 dólares. Quem recebe o pacote, pode reciclá-lo. Mas isso seria um desperdício.

Edward Norton é nomeado embaixador para a biodiversidade da ONU


Em vídeo de campanha, ator americano alerta para a indiferença e a ignorância sobre temas ligados à preservação ambiental
Em entrevista à radio ONU de Nova York, o ator americano disse que uma das maiores prioridades do momento é o vazamento de petróleo no Golfo do México. "Quando coisas terríveis acontecem, o mundo lembra como os seres humanos estão ligados à biodiversidade", afirmou. Norton é um conhecido ativista pela preservação ambiental. Só no ano passado, ele ajudou a arrecadar mais de 1 milhão de dólares, o equivalente a cerca de 1,8 milhão de reais, após participar de uma maratona na cidade de Nova York.Os recursos foram destinados a comunidades locais no Quênia. Edward Norton também é membro do conselho de um fundo pela conservação da vida selvagem e lançou uma plataforma social digital para estimular a participação em trabalhos beneficentes. O envolvimento com questões ambientais é uma herança de família. O pai do ator também defende a conservação ecológica e os avós maternos fundaram uma organização para ajudar a fornecer moradia acessível nos Estados Unidos. Em vídeo de campanha da ONU, Norton alerta para a indiferença e a ignorância sobre temas ligados à preservação ambiental. "Mais do que nunca a humanidade precisa se reconectar à natureza", diz ele. Assista ao vídeo na íntegra aqui:


fonte: www.exame.com.br

sábado, 10 de julho de 2010

Os 10 maiores acidentes petrolíferos da história.

Juntos, eles respondem por 68% dos vazamentos de petróleo mais graves já registrados nos últimos 70 anos

São Paulo - A maré negra que se espalha no Golfo do México desde a explosão e o afundamento da plataforma da British Petrolium, no último dia 20 de abril, tem o potencial de causar danos ambientais de grande alcance. Mas não é, nem de longe, um dos maiores vazamentos de petróleo já registrados na história.Nos últimos 70 anos, mais de 80 episódios de média e alta gravidade lançaram nos mares e oceanos cerca de 7,4 bilhões de litros de petróleo - o correspondente ao volume de quase 3000 piscinas olímpicas. Os dez maiores desastres respondem por 68% desse total.
Seriam necessários meses para o acidente da BP se igualar ao do Ixtoc I, um superpetroleiro que explodiu há 30 anos e derramou 454 mil toneladas de petróleo na baía de Campeche, no México. E anos para alcançar a magnitude dos 2 bilhões de litros derramados pelas forças iraquianas durante a Guerra do Golfo, em 1991, o maior da história. O volume de óleo jorrado pelo poço da BP - cerca de 11 milhões de litros, até agora - ainda é dez vezes menor que o liberado em 1967 pelo Torrey Canyon, um dos primeiros supertanques petrolíferos, que, após colidir com um recife, despejou 119 mil toneladas do óleo na costa sudoeste do Reino Unido.
Se o vazamento no Golfo do México não for controlado a tempo, talvez suas consequências se igualem às do Exxon Valdez, que entrou pra história não como um dos maiores acidentes petrolíferos, mas como um dos mais graves e emblemáticos. Em 1989, a embarcação americana contaminou 2.000 quilômetros de um litoral intocado, matando milhares de aves marinhas, focas, lontras e orcas. Duas décadas depois, ainda restam 95 mil litros de óleo na região, a maior parte debaixo da terra, segundo um estudo publicado em janeiro na revista Nature Geoscience. A seguir conheça os dez maiores acidentes petrolíferos da história, suas cronologias e dimensões de vazamento:

1- Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)
Volume: 1 milhão e 360 mil toneladas (753 piscinas olímpicas)
O pior vazamento de petróleo da história não foi propriamente acidental, mas deliberado. Causou enormes danos à vida selvagem no Golfo Pérsico, depois que forças iraquianas abriram as válvulas de poços de petróleo e oleodutos ao se retirarem do Kuwait.

2- Ixtoc I, Campeche, Golfo do México (junho/1979)
Volume: 454 mil toneladas (251 piscinas olímpicas)
A plataforma mexicana Ixtoc 1 se rompeu na Baía de Campeche, derramando cerca de 454 mil toneladas de petróleo no mar. A enorme maré negra afetou, por mais de um ano, as costas de uma área de mais de 1.600 km2.

3- Poço de petróleo Fergana Valley, Uzbequistão (março/1992)
Volume: 285 mil toneladas (158 piscinas olímpicas)
Trata-se de um dos maiores acidentes terrestres já registrados. Em março de 1992, a explosão de um poço no Vale da Fergana afetou uma das áreas mais densamente povoadas e agrícolas da Ásia Central.

4- Atlantic Empress, Tobago, Caribe (julho/1979)
Volume: 287 mil toneladas (159 piscinas olímpicas)
Durante uma tempestade tropical, dois superpetroleiros gigantescos colidiram próximos à ilha caribenha de Tobago. O acidente matou 26 membros da tripulação e despejou milhões de litros de petróleo bruto no mar.

5- Nowruz, Irã, Golfo Pérsico (fevereiro/1983)
Volume: 260 mil toneladas (144 piscinas olímpicas)
Durante a Primeira Guerra do Golfo, um tanque colidiu com a plataforma de Nowruz causando o vazamento diário de 1500 barris de petróleo.

6- ABT Summer, Angola (maio/1991)
Volume: 260 mil toneladas (144 piscinas olímpicas)
O superpetroleiro Libéria ABT Summer explodiu na costa angolana em 28 de maio de 1991 e matou cinco membros da tripulação. Milhões de litros de petróleo vazaram para o Oceano Atlântico, afetando a vida marinha.

7- Castillo de Bellver, Africa do Sul (agosto/1983)
Volume: 252 mil toneladas (139 piscinas olímpicas)
Depois de um incêndio a bordo, seguido de explosão, o navio espanhol rachou-se ao meio, liberando cerca de 200 milhões de litros do óleo na costa de Cape Town, na África do Sul. Por sorte, o vento forte evitou que a mancha alcançasse o litoral, minimizando os efeitos ambientais do desastre.

8 - Amoco Cadiz, França (março/1978)
Volume: 223 mil toneladas (123 piscinas olímpicas)
Um dos piores acidentes petrolíferos do mundo aconteceu em 1978, quando o supertanque Amoco Cadiz rompeu-se ao meio perto da costa noroeste da França. O vazamento matou milhares de moluscos e ouriços do mar. Esta foi a primeira vez que imagens de aves marinhas cobertas de petróleo foram vistas pelo mundo.

9 - M T Haven, Itália (abril/1991)
Volume: 144 mil toneladas (79 piscinas olímpicas)
Outro superpetroleiro, o navio gêmeo do Amoco Cadiz explodiu e naufragou próximo da costa de Gênova, matando seis tripulantes. A poluição na costa mediterrânea da Itália e da França se estendeu pelos 12 anos seguintes.

10 - Odyssey, Canadá (setembro/1988)
Volume: 132 mil toneladas (73 piscinas olímpicas)
O poço petrolífero localizado na província canadense de Newfounland explodiu durante uma operação de perfuração da plataforma americana Odyssey. Uma pessoa morreu e outras 66 foram resgatadas sem ferimentos.

fonte: www.exame.com.br

Comissão da Câmara aprova reforma do Código Florestal

Segundo Aldo Rebelo, seu relatório, se for transformado em lei, deve regularizar a situação de 90% dos produtores rurais brasileiros.


Brasília - A Comissão Especial para a Reforma do Código Florestal Brasileiro concluiu na tarde de hoje (6) a votação do substituto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) ao projeto que propõe uma nova legislação ambiental. O texto foi aprovado por 13 votos a 5 e as nove emendas que propunham modificá-lo foram rejeitadas
Com isso, o texto já está pronto para ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados. No entanto, devido à natureza polêmica do tema, parlamentares ligados a ambientalistas e ruralistas disseram que isso só deve ocorrer após as eleições de outubro.
Segundo Aldo Rebelo, o seu relatório, se transformado em lei, deve regularizar a situação de 90% dos produtores rurais brasileiros. Ele disse que a ideia é consolidar as áreas que já estão sendo usadas para a agropecuária e impedir qualquer desmatamento ilegal futuro.
Durante a votação do texto, o clima esquentou entre os parlamentares em vários momentos. Entre os pontos mais polêmicos, está o que dispensa os proprietários de terra com até quatro módulos rurais de recomporem as áreas desmatadas de sua reserva legal. Nas áreas maiores, ela deve ser feita no mesmo bioma, em até 20 anos, com a anistia das sanções administrativas até 22 de julho de 2008.
Além disso, o relatório prevê a redução da área de mata ciliar às margens dos rios que deve ser preservada, chamadas de Áreas de Preservação Permanente (APP) de 30 metros para 15 metros. Embora tenha sido retirada do texto a permissão para que os estados reduzam ainda mais – pela metade - foi mantida a possibilidade para que os órgãos compostos por conselhos estaduais alterem , feito o zoneamento agroecológico, alterem esse tamanho.
Segundo o deputado Reinhold Stephanes (PMDB-PR), ex-ministro da Agricultura, o deputado Aldo Rebelo "fez um bom relatório, percorrendo o Brasil inteiro e encarando o problema de frente. Se aprovado [o substitutivo], ele ajudará a preservar as florestas", disse Stephanes.
Já o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que o relatório prejudica quem cumpriu a lei e preservou. Ele considera que um dos maiores problemas na discussão do tema é que não há uma educação para a preservação com atuação efetiva do Estado. "É preciso mais Estado. Tanto para fiscalizar como para dar assistência técnica, principalmente aos pequenos produtores".

fonte:www.exame.com.br

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Elefantes bêbados

Um elefante incomoda muita gente “... imaginem então um bando de elefantes embriagados!”.

Pois a notícia veio de Tinsukia, na Índia (dezembro/2002): um bando de elefantes invadiu os armazéns da cidade e, depois de beberem muitos litros de aguardente neles armazenados, os paquidermes saíram fazendo arruaças e matando pessoas... Os especialistas comentam que os elefantes, quando se acostumam a tomar bebidas alcoólicas, passam a gostar delas e, ao invadirem aldeias, entram nos armazéns procurando especificamente as bebidas!
Isso me faz lembrar um episódio antigo, que se conta do nosso famoso geólogo Gonzaga de Campos, o patrono da geologia brasileira. Ele gostava bastante de tomar um ou dois” martelinhos “, nos exaustivos dias de trabalho de campo. E, ao parar em uma vendinha de beira de estrada, sempre mandava colocar duas cervejas em uma bacia para oferecer à sua mula de estimação. O fato é que esta se acostumou de tal maneira à bebida que, ao enxergar, já de longe, uma vendinha na”. curva da estrada, enveredava para lá, num galope desenfreado... - o que constituía a bela desculpa para o grande geólogo entornar os seus dois "martelinhos".
Mas não são só os elefantes e as mulas que adquirem o vício. Também as formigas! Existem algumas espécies de besouros que invadem os formigueiros para se alimentar dos ovos e larvas das formigas. Esses coleópteros possuem secreções alcoólicas, de modo que, em lugar de serem molestados nos formigueiros que invadem, são, pelo contrário, muito bem atendidos por formigas solícitas que, em troca do álcool, oferecem as próprias larvas para serem devoradas, o que, naturalmente, pode levar à completa desorganização e extinção de um formigueiro!
Ainda bem que elefantes e formigas não dirigem carros nas estradas!


(*) Este artigo foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em dezembro de 2002

ADN Sintético!

Já imaginaram a existência de seres vivos possuidores de um código genético totalmente diferente dos que existem na Terra? Talvez em outros planetas... Mas seria possível a sua criação aqui mesmo, no nosso pequeno mundo? Não estou me referindo aos OGM - Organismos Geneticamente Modificados. Estes já são corriqueiros e, afinal, não são mais do que os mesmos organismos, que receberam o enxerto de alguns genes novos, transplantados de outros seres vivos, portanto com os mesmos ADNs de todo mundo... Eu falo de novos ADN, ADNs sintéticos. É como falar da possibilidade da criação de novos seres, de concepções totalmente diferentes das formas que conhecemos!
Bem... não vamos assim tão longe, por enquanto. Mas é fato que uma equipe de cientistas japoneses conseguiu, há alguns meses(*), criar o ADN sintético! O ADN, sabe-se, é a molécula dos genes, a base da herança genética. São elas que transmitem, de um ser aos seus descendentes, as características da espécie. E todas as moléculas de ADN existentes são constituídas de quatro componentes, como se fossem quatro letras que, dependendo de seu arranjo, compõem todos os genes e características biológicas conhecidas. Pois bem, a equipe coordenada por Ichiro Hirao conseguiu elaborar ADNs com 6, em vez de 4 bases, o que dá origem a novas proteínas, novas enzimas e novas possibilidades de formas vivas!
É claro que, até agora, isso não passa de uma realização em tubos de ensaio, no laboratório do Dr. Ichiro, e ninguém pensam em criar vertebrados de oito patas, ou invertebrados pensantes vivendo sob a água... Mas a criação de novas proteínas e enzimas abre possibilidades industriais e terapêuticas muito interessantes. À diferença dos OGM, por exemplo, apresentam a vantagem de não se poderem propagar de forma incontrolável, no meio ambiente, pois os novos ADN não se combinam com os de nenhuma forma viva existente!
Esses sim são os legítimos ETs... criados não apenas na imaginação dos romancistas, mas nos laboratórios dos cientistas!


(*) Este artigo foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em agosto de 2002