quinta-feira, 13 de maio de 2010

Comunidade de ratos

“-Não sou ratel, nem Ratitas! -exclamou um velho rato que se julgava o mais sábio naquela comunidade de roedores”.
-Como assim?-indagou a ratazana.
-Olhe aqui, ratel é um carnívoro da família dos mustelídeos, encontrado na África e na índia; Ratitas é um grupo de aves corredoras que inclui avestruzes e emas! Eu sou o ratíssimo!
-Ratíssimo? Pelo fato de ser mais velho necessita, também, ser autoritário?
-Não, ratazana!Entre certas civilizações sou tido como animal sagrado! Ademais meu nome científico é Rattus rattus rattus! É isto mesmo, o rattus três vezes ratificado!
Ora, se Santo, Santos, Santo, quer dizer Santíssimo, logo.
-Tudo bem, sr Rattus! Há muito equívoco entre nós! Alguns humanos acham que sou eu a mãe do camundongo! – lembrou a ratazana.
-Noooossa mãe!... Interveio o camundongo, eu sou Mus musculus, você, ratazana, é Rattus norvegicus novergicus, nada temos em comum!
-Calúnias, dona ratazana. Até acham que você é minha fêmea! Isso é que é uma tremenda rata! – completou o Sr. Rattus.
-Posso até ser uma “miss”, mas o sufixo mys é designado de outros roedores, de hábitos silvestres que, embora aparentados conosco, não pertencem à nossa família!
-Eu sou Mus e não mys, além do mais ele vem na frente e não atrás! –bradou o camundongo.
-Quanta necessidade de afirmação meu caro! Piores calúnias fazem contra mim, pois, acham que posso me transformar em morcego! –retrucou o Rattus.
-Eta família complicada! Nossos primos lá do mato até gozam de mais prestígio. Um desses chegou até a ser homenageado com o nome de um eminente político! – explicou rattus.
- Ainda bem!- completou a ratazana. Pior é quando se dão nomes de ratos a certos políticos que fazem politicalha!...”
Vetores e praga
Pedro Marcos Linardi

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