sábado, 11 de dezembro de 2010

extra:UE recebe 1 milhão de assinaturas contra aprovação de transgênicos

Bruxelas - As organizações Greenpeace e Avaaz entregaram nesta quinta-feira à Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia - UE) a primeira "iniciativa cidadã" do bloco, um pedido para que se aplique uma moratória à aprovação de produtos transgênicos assinada por mais de um milhão de cidadãos da UE.
O texto reivindica à Comissão Europeia que detenha as autorizações ao cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM) e que constitua uma autoridade reguladora "independente, ética e científica" encarregada de avaliar o risco destes produtos para a saúde humana e para o meio ambiente.
O pedido, que foi assinado através da internet por mais de um milhão de cidadãos dos membros da UE, representa "a grande brecha existente entre a opinião dos cidadãos europeus e as políticas da Comissão Europeia", disse em entrevista coletiva o responsável pelo escritório europeu do Greenpeace, Jorgo Riss.
As duas ONGs começaram a colher assinaturas em março, quando o órgão executivo da UE autorizou o cultivo da batata transgênica "Amflora" "sem cumprir com os requisitos da legislação comunitária", destacou o diretor da Avaaz, Ricken Patel.
O órgão executivo da UE "ignorou as opiniões da comunidade científica e a oposição majoritária dos cidadãos" à aprovação do primeiro transgênico desde 1998, ressaltou Patel.
Em menos de um ano, as ONGs conseguiram obter um milhão de assinaturas e cumpriram assim as principais condições para apresentar uma "iniciativa cidadã europeia".
As assinaturas procedem de mais de um quarto dos Estados-membros e foram "autenticadas" para impedir duplicações, destacou o responsável do Greenpeace.
No entanto, as ONGs temem que o fato de o procedimento para a iniciativa cidadã não estar ainda formalmente aprovado - resta o sinal verde definitivo do Parlamento Europeu e do Conselho da UE - possa obstaculizar a tramitação por parte da Comissão Europeia.
"Esperamos que isto não sirva de desculpa para ignorar a voz dos cidadãos europeus", afirmou Riss, quem acrescentou que a iniciativa "está apoiada por uma sólida base jurídica" e que as ONG "estão prontas para acudir ao Tribunal da UE se não houver uma resposta política à iniciativa".
Greenpeace e Avaaz acreditam que a comissão "vai considerar seriamente" o pedido, embora admitam a possibilidade de não transformá-la em uma iniciativa legislativa, disse Riss.A Comissão Europeia estima que a iniciativa cidadã "não estará em vigor" até sua aprovação formal, por isso que afirma não ser "obrigada a responder" ao pedido apresentado nesta quinta-feira, disse em entrevista coletiva o porta-voz da UE Frédéric Vincent.Mesmo assim, o comissário para a Saúde e Consumo, John Dalli, expressou sua vontade de "analisar seriamente a proposta" após recebê-la na manhã desta quinta-feira das mãos das ONG.

Opinião:
No Brasil não existe uma legislação especifica sobre assunto, e tratado com direito do consumidor, de consumir este produto ou não, mas tem que estas especificam nas embalagens sobre a procedência do alimento (geralmente indicado nos ingredientes ou simplesmente com a letra "T" nas embalagens dos produtos). Países como Japão, por exemplo: permita-se somente 1% de transgênicos nos alimentos.

domingo, 14 de novembro de 2010

Ratos:Método de controle

Método de controle:

Para fazer um controle com eficácia gratificante precisa ter um controle físico e químico. Lembrando sempre consultar um especialista desta área para melhor esclarecimento, nunca tomar uma iniciativa própria de manejo (muitas vezes pode gerar um perigo a tua saúde e de outros)

Controle físico:

De acordo com o código sanitário para obter um estabelecimento (comercial) funcionado precisa passar por uma perícia para obtenção de uma licença de funcionamento (ALVARA ) e a coleta, transporte e destinação final destinado a competência do órgão público (legislação ambiental 2000 sp).

Com problema do aumento da população este serviço se torna muito ineficiente aumentando acumulo de lixo em vias publicas e privadas.

Outra forma é as ações educativas que proporcionem informações a respeito dos roedores e seu controle, permitem que a população esteja participante neste trabalho com o conhecimento do problema tem com o poder público uma atuação mais eficaz.

Acumulo de lixo que favorece
a proliferação de roedores.


Fonte: Zeneca.S.P. Informativo saúde pública.
São Paulo: marthagraphic, pág: 2, nº24.1999.

Para evitar este tipo de transtorno recomenda-se tomar seguintes cuidados:

Informátivo da prefeitura
 de São Paulo
Fonte:Prereitura
de São Paulo: ano 2000
• Nunca jogar resto de alimento no vaso sanitário pode atrair os roedores;
• Respeite horário de coleta do lixo do teu bairro;
• Manter sua moradia sempre limpa incluindo terreno, locais de construção, porão, telhado;
• Certifica-se que todos os buracos estejam fechados e vedados; 
• Fechar as entradas de aeração e de condutores de eletricidade com telas metálicas ou argamassa;
• Colocar faixa metálica de 60 cm de altura pode ser muito fina de modo que fica 15 cm fiquem enterrados para dificultar que cavem buracos;

Controle Químico:

Antes de começar o processo de desratização no local, primeiro tenhas que fazer uma vistoria técnica no local desejado o valor estipulado pela quantidade de tempo e produto que será utilizado, todo serviço prestado por uma empresa é emitido um “certificado de garantia” que pode variar de 6 meses a um ano.

Todos os produtos são seguros registrados na vigilância sanitária em relação ao fluoracetato de sódio que não contem antigino e foi proibido pelo ministério da Saúde e Organização mundial da Saúde, mas e usado clandestinamente, nos dias atuais.

O manejo e feito da seguinte forma:

• Granulado(base de cereais) colocado em local seco(forro,porão debaixo de pia, etc) a onde o rato tem acesso);
Granulado
Parafinado usado locais umidos
• Anticoagulante a base de parafina(mesmo material encontrado nas velas) colocado em locais em contato frequente com água(ralos, calhas e etc.);

Cola Rato

• Pó Químico de contato colocado na entrada das tocas a onde o roedor entra em contado com o produto através do pelo a onde, ingerida o produto;
• Todos os produtos citados acima são dosagens múltiplas (aplicação mais de uma vez);
• “Cola de rato” armadilha prende o animal na cola coloca-se no percurso do animal (geralmente não funciona) por motivo citado ao longo do trabalho;
Localizar urina de roedores
• Ratoeira umas das mais antigas forma de controle usado no império romano colocado ao longo do percurso de roedor tem pouca eficácia no controle; 
Porta iscas
• Porta isca coloca a onde se concentra crianças e animais domestico isso auxilia na prevenção do contato do produto;
Todo manejo e feito profissional habilitado (biólogo, químico, Sanitarista etc.) tenhas que estás protegidas com roupa adequada luva, avental e etc (para não ter contato com produto).

sábado, 23 de outubro de 2010

Ratos:Doenças transmitidas por roedores.

Serão citadas as principais doenças mais transmitidas ao homem, estão associadas à falta de saneamento básico e prevenção dos seus vetores, que serão citadas mais à frente. O homem na Idade das Trevas associava as moléstias “com a coisa do demônio” por motivo simples não sabia da existência das bactérias, vírus e vetores (conhecimento científico), a raiva foi associada a cães, gatos e roedores em 1804 a dados relacionando que esquistossomose (schistossoma mansoni) é transmitida através dos roedores, hoje na sociedade moderna não a casos de tantas mortes, mas continua matando.

Febre da mordida do rato (Spirillum minus)

Alimento contaminado por fezes de roedores.
Fonte: Focus S.P, Controle de ratos em áreas urbanas,
São Paulo: FOCUS S.P, pág: 4, nº32.2002.
São microrganismos que penetram no tecido através da mordida do rato, causando aparecimento, de mancha avermelhada, sensíveis e dolorosos, se não for tratado pode causar a morte, mas a mortalidade é baixa seu período de incubação e 18 a 24 horas em uma temperatura de 37°C com enriquecimento, com sangue se desenvolver mais rápido. Não profilática conhecida então se deve evitar o contacto com estes animais, não é transmitida pessoa a pessoa somente ingestão de alimento contaminado com fezes de ratos (MICROBIOLOGIA, 1981).

Peste bubônica (Yersinia pestis)

Uma das doenças mais antiga que afligem a humanidade, transmitida pela Xenopsylla cheopsis conhecida na idade das trevas com peste negra, que matou milhões de pessoas na Europa e na Ásia, foi uma doença terrível (MICROBIOLOGIA, 1981).

Pintura ilustra pânico da Peste bubônica

Salmonelose (Salmonella typhi)

Forma de transmissão de Salmonelose.
fonte: minístério Público da Bahia.
Abatedouros clandestinos de aves.
São Paulo.2010
É uma doença infecciosa aguda é clinicamente caracterizada por uma febre continua, inflamação intestinal formação de úlceras no intestino, esplenomegalia , erupção típicas no abdómen, incubação usual é de 10 a 14 dias é diagnosticado com isolamento do agente causal nas fezes e no sangue e a aglutinação especifica. O primeiro ataque confere imunização duradoura, sedo rara uma segunda infecção na mesma pessoa, pode sobreviver no ambiente hostil por uma semana, a transmissão acontece por alimento contaminado.  (MICROBIOLOGIA, 1981).

Leptospirose (leptospira interrogans)

São espiroquetas finas medindo de 6 a 20 μm de comprimento são bactérias aeróbicas apresentam uma faixa térmica de crescimento de 20 a 37°C. Sintomas: desenvolvem em 1 a 2 semanas após a infecção compreendem calafrios, febre alta, cefaleia, dores musculares e articulares as complicações são lesão renal, icterícia e anemia hemolítico não tratada pode levar a morte.Os transmissores são gatos cães, ratos e camundongos que eliminam, Leptospirose pela urina, aumentas chances de contaminação em período de chuvas que estão associados com enchentes,o controle é feito pela eliminação de colónia roedores (MICROBIOLOGIA, 1981).

Forma de transmissão da leptospirose.
Fonte: FOCUS S.P.
Controle de ratos em áreas urbanas,
 São Paulo: FOCUS S.P, pág: 4, nº32.2002

Autor: Herculano.A.A

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ratos: Prejuízo Econômico.

Não a dados peculiares para este determinado assunto o que se sabe que grande maioria dos acidentes de avião é provocada por ratos preso na fuselagem atraída pelo cheiro do alimento. A outros casos em que roedores principalmente a Rataza entra na parte do motor se filtrando no estofamento do carro transformando em ninho e comendo toda parte elétrica (fios elétricos).

Em incêndio grande maioria das vezes em prédios (antigos sem conservação) e nas estações do mêtro por motivo como foi falada a cima come todo estrutura elétrica.

Locais com grande armazenamento de alimento a uma perda significativa de alimento este problema foi herdada da Roma antiga, ou seja, não dados concretos sobre perdas e danos causados por roedores estima-se 1 milhões de dólares por ano.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O que é Rato?

No dicionário Aurélio o significado, “Zool. Gênero de mamíferos roedores, murídeos, que apresentam os molares sempre cuspidados, sendo as cúspides dispostas em três séries em relação ao eixo longitudinal”.(Dicionário Aurélio), ou seja, animal que mama roer algo para manter seus dentes sempre pequenos, corpo flexível e dentes sempre cuspidos para frente.
A população sempre abusa do senso comum generalizando a palavra Rato a todos as espécies incluindo os morcegos por motivos da aparência entre si, existe 3.000 espécies de roedores incluindo as capivaras.

Canibalismo de Roedores
Rattus norvegicus Rattus rattus e Mus musculus são animais extremante desconfiado ao seu ambiente podendo ataca seu invasor de outras colônias ou predadores com pulos surpreendentemente altos, podendo até morder e urinar na cara do invasor, são animais que vive em colônia tendo macho e uma fêmea líder do bando, quando não oferece alimentação que supri suas necessária ocorre baixa natalidade, possível expulsão de indivíduos do bando ou canibalismo
com indivíduos mais fraco ou de outras colônias incluindo filhotes e de outras ninhadas, na obtenção de alimentos os roedores sempre deixa-o inexperiente provar o alimento se acontecer algo com animal(morrer) o “rato líder” urina em cima do alimento , se não acontecer nada e imitado por outros roedores.

Rattus rattus: menor que Ratazana pelos pretos mais ágil, peso entre 100 a 350 gramas, mede entre a cabeça e cauda e de 20 Cm a cauda varia entre 19 a 25 Cm, prefere locais secos, faz ninhos nos solos,entre as paredes, forro das casas e locais bem protegidos. As suas habilidades podem escalar qualquer tipo de obstáculos como canos, paredes porosas e fios a onde suas patas podem agarrar seu pulos são até 1,5 metros, podem cair até 25 metros sem sofre danos físicos, alimentação são à base de cereais em grão, nozes e vegetais,mas podem se alimentar de outra coisa incluindo carnes.
Rattus norvegicus: são animais mais desconfiados de todos, seu peso entre 150 a 600 gramas, mede entre a cabeça e cauda e de 22 Cm e cauda varia entre 16 a 25 Cm, sua patas tem membranas capazes de nadar, fazem ninhos em tocas entre prédios e nas margens de rios sua profundidade e de 1 metro.As suas habilidades podem nadar até 800 metros de distancia podem ocorrer casos desses animais aparecerem em vasos sanitários podem saltar muros com facilidades.
Mus musculus: são animais menos desconfiados entre as, duas, espécies relacionadas anteriormente, pequenas porte medem entorno de 9 cm a cauda varia de 7 a 11 cm, as orelhas são maiores em relação ao corpo. Seu hábito alimentar é à base de cereais, mas consome qualquer alimento disponível vivem em residências e estabelecimentos comerciais, as tocas são feitas em gavetas ou locais bem protegidos.

autor: Herculano.A.A

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Brasil quer US$ 1 bi por ano para preservar biodiversidade.

O Brasil vai pressionar os países ricos para obter recursos em torno de US$ 1 bilhão por ano destinados à preservação da biodiversidade. A negociação começará a partir desta segunda-feira e vai até o dia 29, durante a décima edição da Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), em Nagoya, no Japão. O governo brasileiro ainda pretende defender a cobrança de royalties pelo uso de recursos vegetais e animais e exigir metas globais mais específicas contra a perda da biodiversidade.
Na COP-10, representantes de 193 países estarão reunidos para avaliar as metas de preservação ambiental assumidas para este ano e definir quais serão os próximos objetivos até 2020. O discurso da comissão brasileira é que é preciso ir além das metas e definir ações claras para atingi-las. "Não adianta só repassar aos países em desenvolvimento a responsabilidade de preservar os biomas", afirma o diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João de Deus.
A comissão brasileira estima que seria necessário US$ 1 bilhão por ano, além de cooperação técnica, para ações efetivas de preservação no País. No entanto, a origem dos fundos é o impasse. "A União Europeia defendeu propostas fortes para reduzir a perda da biodiversidade, mas não assumiu compromissos para ajudar países em desenvolvimento com aportes significativos de recursos financeiros", afirmou o secretário de Biodiversidade e Florestas da pasta, Bráulio Dias. "É possível aumentar o apoio financeiro para medidas de adaptação e mitigação, a exemplo do que aconteceu com a questão climática", disse.
Países ricos e industrializados, onde a diversidade biológica já foi reduzida severamente, divergem sobre financiar a preservação nos países emergentes. Japão, Itália, Alemanha e Canadá alegam que os países em desenvolvimento devem buscar fontes próprias para as ações, com recursos públicos, de organizações não-governamentais (ONGs) e do setor privado.

Royalties

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, um foco do Brasil na COP-10 está na regulação do pagamento, por países desenvolvidos, de royalties gerados pelo comércio de produtos que utilizam matérias-primas provenientes de recursos genéticos das nações em desenvolvimento.
Se o protocolo de acesso e repartição de benefícios dos recursos genéticos, ou Protocolo de ABS (na sigla em inglês, "Access and Benefit Sharing"), for aprovado, empresas e grupos farmacêuticos, cosméticos e agrícolas, por exemplo, teriam obrigações claras para o repasse de recursos financeiros a povos e comunidades detentores de conhecimentos tradicionais relacionados a plantas e animais.

Painel da biodiversidade

O encontro no Japão vai definir ainda a criação de um painel científico para reunir pesquisas sobre a biodiversidade e os impactos de sua devastação. A Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ambientais (IPBES, na sigla em inglês) será equivalente ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas.
O Brasil se candidatou a abrigar a sede da nova organização internacional e vai precisar de mais jogo de cintura para alcançar o objetivo. "Isso não está na nossa pauta oficial para a COP-10, mas o Brasil pode pleitear ser a sede do IPBES devido à sua condição de país megadiverso", afirma o diretor do Departamento de Florestas. Ele se refere à liderança brasileira no grupo dos países megadiversos (17 nações que detêm a maior taxa de biodiversidade do mundo).
Segundo o diretor, sediar o painel é importante porque dá ao País maior poder de condução política dos assuntos relacionados à preservação da biodiversidade. Isso inclui, por exemplo, políticas de financiamento a projetos ambientais. Até o momento, segundo João, nenhum país mostrou resistência à possibilidade do Brasil sediar o IPBES, e alguns vizinhos da América Latina até já se mostraram favoráveis. "Mas não podemos ser ingênuos. Os países do Hemisfério Norte e sedes dos principais centros de pesquisa também têm interesses (em sediar o painel)", avaliou João de Deus. Ele acrescentou que os primeiros dias da COP-10 servirão como um termômetro para essa aspiração brasileira.
fonte: estadão.com.br

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Catadores do Cairo usam o lixo para conseguir luz e água quente.

Projeto de uma ONG em uma favela na capital do Egito utiliza material reciclado para fazer placas solares e aquecer a água


Cairo - Eles vivem com menos de um dólar por dia, não têm emprego nem comida e às vezes sequer água ou eletricidade e, no entanto, construíram em seus tetos tecnologia sustentável de primeira qualidade com a única coisa que têm de sobra: o lixo.Alguns moradores da comunidade de Zabbaleen ("catadores de lixo", em árabe) construíram aquecedores solares com materiais recicláveis que proporcionam a eles água limpa e quente.Assim, para os habitantes deste bairro, tornou-se coisa do passado aquecer água na estufa ou com querosene, que anualmente causam a morte de 30 pessoas por acidentes.
O autor intelectual - e principal executor - dessa ideia é o cientista americano Thomas Culhane, apaixonado pela criação de cidades sustentáveis, que se mudou para a favela do Cairo há quatro anos para iniciar o projeto."Preparamos eco-comunidades que possam produzir soluções de água, energia, resíduos sólidos e que as pessoas sintam isso em seus ossos e mãos, que o vivam todos os dias", enfatiza Culhane à Agência Efe.
A missão de sua ONG, Solar Cities, se limita a diminuir as despesas em energia e resíduos nas áreas dos lares que mais os produzem - banheiros e cozinhas.
A tecnologia é tão simples que até "uma criança de dois anos pode fazê-lo. Com a ajuda do pai, claro", ressalta Culhane, enquanto olha a foto de seu filho com uma chave de fenda na mão.
As 17 placas solares já instaladas no bairro, construídas com canos de ferro e chapas de alumínio de latas recicladas, aquecem a água que percorre os canos e a enviam a um tanque conectado com mangueiras e válvulas, também extraídas do lixo.
Um efeito de sifão faz com que a água quente se acumule no alto do tanque e que a água fria saia por baixo para entrar novamente no coletor solar.
"Não é uma tecnologia que veio de mim, mas saiu da própria comunidade. Carpinteiros, encanadores, eletricistas, soldadores e artesãos. Todos cooperaram com ideias", explica o físico.
O benefício é que, com um só dia de "bom sol" - coisa que não falta no Cairo ao longo do ano -, uma família pode ter 200 litros de água quente sem gastar um só centavo.
O projeto na comunidade de Zabbaleen, onde vivem cerca de 50 mil pessoas entre montanhas de lixo, não termina por aí, já que em alguns lares também foram construídos sistemas que permitem obter gás a partir da decomposição dos resíduos orgânicos.
"O maior problema das cidades é o lixo orgânico", ressalta Culhane. No entanto, segundo ele, com esses biodigestores, os resíduos desaparecem, "evitando odores, doenças e ratos".
"É ótimo que as pessoas falem da mudança climática e de controlar seus efeitos, mas com isso nós estamos salvando vidas", argumenta Culhane, ao dar o exemplo de seu principal colaborador, Hanna Fathy, cuja sobrinha de um ano de idade foi devorada pelos ratos.
A casa de Fathy - um egípcio de 27 anos -, localizada na comunidade Zabbaleen, na zona de Manshiyat Nasser, pode ser comparada aos lares sustentáveis dos países mais desenvolvidos.
Com seu sistema de aquecedores solares, a família tem água quente todos os dias. O biodigestor proporciona uma hora de gás ou 45 minutos de eletricidade. Além disso, a família se dá o luxo de ouvir música na rádio."Gosto de mostrar às pessoas todos os benefícios que o sol pode nos dar com uma tecnologia barata que eles mesmos podem construir", afirma Fathy, que vive dos chamados "tours solares", oferecido pela Solar Cities em seu site ("solarcities.blogspot.com").
Para Culhane, o Egito tem "os profissionais, os recursos e a criatividade" para resolver suas principais necessidades. "Só é preciso que comecemos a mudar de mentalidade".
E ele promove essa mudança de uma maneira mais que original. Com seu violão solar e suas próprias composições, Culhane faz os Zabbaleen cantarem músicas pegajosas: "É hora de mudar o biogás!"


Fonte: http://www.exame.com.br/

domingo, 10 de outubro de 2010

Ratos: História natural para meio urbano

Ratos sempre estiveram presentes na natureza, mas devidamente controlado por seus predadores só ser tornou praga com intervenção humana, devido mudança de habitat , facilidade de obtenção de alimento, abrigo e transporte.
Com isso trouxe varias doença como a Peste bubônica que quase acabou com civilização na idade das trevas por volta do ano 1347 trazido por navios que atracarão nos portos italianos com marinheiros doentes proliferando por toda Europa, em 542 D.C estourou-se um surto de peste no Egito espalhou para oeste para norte da África e leste da Palestina e Síria por fim afectando todo império Romano.Algumas pessoas só sobreviveram devido a um Gene mutante chamado DELTA-32(que protegia da infestação dessa bactéria).
Chegou ao Brasil por volta do ano 1500 quando foi descoberto pelos portugueses, trazendo uma espécie exótica clandestinamente pelo porão das caravelas com ou nenhum predador natural se tornando uma praga isso se repetiu por todas colónias.
Na literatura foi alvo de muitos escritores como, por exemplo, Romeu e Julieta por Shakespeare, Flautista de Hamelin escrito por Robert Browing, Mickey Mouse da Disney e Tom e Terry pela Hanna Barbera .
Alguns povos da Ásia os ratos são adorados como deuses, na mitologia chinesa, Rato e muito associado a negócios e riqueza cada ano e gerenciado por um Animal.O primeiro controle foi à ratoeira que foi primeira mente utilizada na Grécia antiga 600 A.D e utilização de gato semidomesticado outro métodos foram utilizado mas muitas vezes caras ou sem eficácia . Na Segunda Guerra mundial foram utilizados venenos para conter um surto de ratos que estava transmitido doença aos seus soldados ambos os lados o que teve maior avanços de pesquisa foram os alemães como utilização para armas químicas, Raticida teve muitos avanços devido ao prejuízo económico devido a esta praga.

Fonte: Autoria própria

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Educação Ambiental na Escola Pública

Educação Ambiental na Escola Publica tendo como missão conscientizar a população sobre os efeitos da poluição e formas de preveni-los, um instrumento de construção da cidadania partindo do principio de respeito às diversidades natural e cultural compromisso com a qualidade de vida atual e futura.
“Educação” sugere que se trata de uma troca de saberes e “ambiental” tempera essa relação inserindo a percepção sobre a natureza e a forma como os humanos.Educação Ambiental é uma das vocações da educação que se inspira tanto nos valores de respeito e todas formas de vida e de solidariedade, tem uma identidade dentro do processo educativo.
“Cidadania” e entendida aqui como o envolvimento individual na esfera pública atuantes partir de um “aprendizado de convivência” a tolerância deve prevalecer como um valor que permite o convívio civilizado num contexto de diversidade. Educação Ambiental tem contribuir para a mudança desse contexto se a convivência cotidiana permitir a participação tanto de professores como dos alunos na construção do seu saber e estabelecer canais de conexão com a realidade fora da escola.
Participação é a chave para criar condições para que alunos e professores se sintam motivados a trabalhar procedimentos didáticos que estimulem a corresponsabilidade e o espírito cooperativo.
Busca alinhavar não só conhecimentos, mas também valores e atitudes, fogem do padrão não tratam sós da relação dos educadores com o conhecimento (conteúdo), mas também da abordagem do conhecimento (metodologia) nova forma de compreender o mundo provocou questionamentos dos paradigmas do conhecimento.
“Saber” perspectiva de acumulo de informações fragmentadas do saber cientifica a valorização da razão em detrimento de outras sensibilidades, a escola sempre tratou o conhecimento como acúmulo de informações dificultando na vida prática que dividiu em especialidades.
“Temas transversais” não dão conta das necessidades de compreensão de temas que estão presentes no cotidiano, como violência, preconceito, saúde e ambiente foi formulado uma longa crítica do ensino tradicional indicou a esterilidade das disciplinas.
“PCNs” incorporam os tema transversais nas disciplinas convencionais conteúdos instrumentos função da educação é formar cidadãos.

Conclusão

No meu conceito de educação na escola precisa ser melhorada e aprimorada.
A educação básica que é à base da “sociedade” que desenvolve a cidadania, voluntariado e profissionalismo. O aluno de modo geral está preocupado em terminar a aula e passar de ano para o professor faltam recursos para supri suas necessidades, não tem coordenação pedagógicas e falta valorização profissional do próprio educador.
Se for colocada “Educação Ambiental” nas escolas publicas vai ser um “desastre”, já “Educação Básica” falta meta e disciplina. Só e possível em lugares que o problema é visível, não a onde é oculto e tem que ter um investimento do lado público e social.
É possível educar aluno no conceito ambiental? “Sim” só que precisar de recursos para que isso ocorra.

Autoria própria.

Resumo Historia Ambiental no Brasil

Para compreender meio ambiente atual precisamos entender sua historia. Nossa civilização sobre põem exploração de recursos naturais para suprir a suas necessidades de sobrevivência e desenvolvermos nossa crença que nossa natureza portadora de riqueza infinita e inesgotável como isso acarretou desaparecimento de muitas espécies.
Deste a colonização do Brasil até a república não perdemos velhos conceitos e hábitos como “mato não é progresso “ crescimento desordenado das grandes ou mega cidades e etc.
Aonde extraímos todas nossas necessidades de consumos, modificamos nosso padrão de vida a gerações de acordo com nossa necessidade de vida.
O estudo do passado e importante para que possamos a compreender o que acarretará no nosso futuro precisamos de professores mais qualificados sempre se renovando com os temas transversais.
Com isso teremos uma sociedade mais democrática a onde, podemos exercer uma cidadania mais objetiva do que no passado.

fonte: historia ambiental no Brasil

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Roedores e o Mundo

Existe aproximadamente 3.000 espécies de roedores incluindo as capivaras, os morcegos não pertencem a esta classe. Pode ser encontrado até duas espécies de roedores no mesmo local a uma grande diferencia entre si. Exemplo disto e a Ratazana podem ter 28 dias de período de gestação, tempo de vida de dois anos em relação às outras duas espécies de roedores.
Desde os primórdios da civilização até dias atuais é combatida esta praga tanto por método físico e químico. Não a dado concretos, mas estima-se prejuízo de milhões na agricultura nos centros urbanos o serviço e ineficiente por mudança de contrato entre a gestão das prefeituras.
Doenças causadas por roedores nos dias atuais não inflige tanto como na idade das trevas que morriam milhões de pessoas era associado geralmente por lendas e mitos exemplo: diabo, pecado etc. Nos dias atuais a ciência avançou algumas espécies de roedores são usados para rastrear minas na angola depois da guerra civil

Uma nova aliança com a natureza

Artigo publicado no Jornal do Brasil, assinado pelo Frei Leonardo Boff.

(...)

Há uma tradição transcultural que apresenta o comportamento de certos animais ou aves como exemplar para os comportamentos humanos. Nisso vai intuição antiga que a ciência dos comportamentos comprovou: existem em nós traços herdados de animais ou aves, pois, embora diferentes, formamos com eles uma única comunidade de vida.

Observemos como as águias voam. Elas voam de forma toda própria. Usam a própria força apenas para iniciar o vôo. Batem as asas e forcejam para ganhar certa altura. Uma vez alcançada, aproveitam a força dos ventos e se deixam carregar por eles. Possuem um instinto muito apurado para captar correntes de ar e sabem tirar proveito delas. Se há apenas brisa leve, elas flutuam suavemente. Se irrompem ventos fortes, elas usam da força deles para voar bem alto e deslocar-se com grande velocidade. Apenas manejando à esquerda e à direita suas enormes asas que podem chegar a mais de dois metros de diâmetro.

Bem diferentes são as galinhas. Quando estão excitadas ou se põem a correr, batem muito as asas, fazem grande barulho mas voam apenas alguns metros.

Apliquemos a sabedoria das águias aos nossos comportamentos. Nós não sabemos entrar em sintonia com a natureza. De saída, rompemos com ela em nosso afã de dominá-la com violência e colocá-la a nosso serviço. Não nos harmonizamos com seus ritmos. Ao contrário, ela tem que obedecer aos ritmos que lhe impomos. Este paradigma está na base de nossa civilização hoje globalizada. Trouxe-nos incontáveis benefícios, mas nos exilou da Terra e nos fez inimigos da natureza. Este projeto de dominação, entretanto, sem limites internos, pode tornar-se altamente perigoso. Ele tem depredado a infra-estrutura da vida a ponto de pôr em risco o futuro da biosfera e da espécie humana.

Por isso, mais e mais pessoas hoje procuram uma nova aliança com a natureza. Assim nasceu a agroecologia que implica produzir interagindo respeitosamente com ela. É ilusório um crescimento econômico à la agronegócio que mata e desmata. Importa conhecer os ritmos da floresta amazônica e utilizar tecnologias adequadas a esses ritmos. Só assim se preserva a natureza e se colabora com ela para que continue a nos dar seus bons frutos. Dito de outro modo: importa moderar a lógica de nossa vontade e fazê-la combinar-se com a lógica objetiva da natureza, a exemplo da águia em seu vôo.

Nosso comportamento é construtivo quando nasce do equilíbrio entre o nosso desejo e o desejo inscrito na natureza. Sábia é a pessoa que capta as duas lógicas, a das coisas e a do eu, se harmoniza com elas e as faz convergir. Imatura é a pessoa e atabalhoado é seu comportamento quando só escuta o próprio eu e a toda hora diz: "eu sei, eu quero, eu decido, eu faço" não escutando a voz da natureza como se ela nem existisse. A tradição do Tao ensina que a pessoa só se sente plena e realizada quando sua obra imita o vôo das águias: trabalha junto com a natureza e jamais contra ela. Caso contrário, sempre há uma réstea de vazio e um sabor amargo de implenitude.

Precisamos desinflar o eu e enraizá-lo na natureza. O eu e a natureza formam um todo dinâmico sempre em busca de um difícil equilíbrio. Ambos, cada qual com sua singularidade, devem permanentemente atuar juntos como garantia de uma vida equilibrada e discretamente feliz.

sábado, 2 de outubro de 2010

Tratar esgotos e reciclar água - a grande solução

Na economia da água, o grande vilão é mesmo a poluição municipal e industrial! Será que existe solução "mágica" para isso?


Não existem soluções mágicas para a poluição dos rios: existe tecnologia! Desde as mais simples e pouco dispendiosas, como os tanques sépticos, os biodigestores, as lagoas de estabilização e mesmo os valos de oxidação, até os mais sofisticados e "compactos", como os sistemas de lodos ativados. E há também o mais antigo de todos, ainda hoje usado em muitos países, que é a fértil irrigação, ou disposição dos esgotos em solos agrícolas e pastagens. Cada um desses sistemas tem a sua aplicação, dependendo do tamanho da população, área disponível, topografia, clima etc. Todos eles são, porém, igualmente eficazes. Naturalmente, os mais baratos, exigem áreas maiores e consomem apenas energia solar; os mais "compactos" são mais mecanizados e consomem mais energia elétrica.

Os efluentes dessas instalações, isto é, os "esgotos tratados", algumas vezes são lançados de volta aos rios. Mas há muitas outras aplicações para eles. Podem, por exemplo, ser utilizados em irrigação. Ou podem servir para o abastecimento industrial, ou para produzir vapor, nas usinas termo-elétricas. Assim, a reciclagem das águas usadas pode constituir um recurso fabuloso para a economia de água. Imagine se isso fosse feito - como já se pensou - com os esgotos da Grande São Paulo: 50 metros cúbicos por segundo, na irrigação de florestas, para produção de madeira e celulose!

Mas há reciclagens em menor escala, que podem ser praticadas no ambiente de uma fábrica, ou até doméstico! Atualmente, o volume total do rio Tamanduateí, na Grande São Paulo, é usado e reutilizado mais de dez vezes pelas indústrias localizadas na sua bacia! Mas você já pensou na possibilidade de usar a água empregada no banho para a descarga hidráulica do vaso sanitário, em vez de usar água potável, que foi tratada com cloro, flúor e tudo mais? Ou a água despejada pela máquina de lavar roupas, para a limpeza do quintal, ou do automóvel?

É bom pensarmos nisso... ou morreremos de sede às margens dos maiores mananciais do mundo!

Artigo publicado no Jornal do Brasil, assinado pelo Frei Leonardo Boff.

(...)

Há uma tradição transcultural que apresenta o comportamento de certos animais ou aves como exemplar para os comportamentos humanos. Nisso vai intuição antiga que a ciência dos comportamentos comprovou: existem em nós traços herdados de animais ou aves, pois, embora diferentes, formamos com eles uma única comunidade de vida.

Observemos como as águias voam. Elas voam de forma toda própria. Usam a própria força apenas para iniciar o vôo. Batem as asas e forcejam para ganhar certa altura. Uma vez alcançada, aproveitam a força dos ventos e se deixam carregar por eles. Possuem um instinto muito apurado para captar correntes de ar e sabem tirar proveito delas. Se há apenas brisa leve, elas flutuam suavemente. Se irrompem ventos fortes, elas usam da força deles para voar bem alto e deslocar-se com grande velocidade. Apenas manejando à esquerda e à direita suas enormes asas que podem chegar a mais de dois metros de diâmetro.

Bem diferentes são as galinhas. Quando estão excitadas ou se põem a correr, batem muito as asas, fazem grande barulho mas voam apenas alguns metros.

Apliquemos a sabedoria das águias aos nossos comportamentos. Nós não sabemos entrar em sintonia com a natureza. De saída, rompemos com ela em nosso afã de dominá-la com violência e colocá-la a nosso serviço. Não nos harmonizamos com seus ritmos. Ao contrário, ela tem que obedecer aos ritmos que lhe impomos. Este paradigma está na base de nossa civilização hoje globalizada. Trouxe-nos incontáveis benefícios, mas nos exilou da Terra e nos fez inimigos da natureza. Este projeto de dominação, entretanto, sem limites internos, pode tornar-se altamente perigoso. Ele tem depredado a infra-estrutura da vida a ponto de pôr em risco o futuro da biosfera e da espécie humana.

Por isso, mais e mais pessoas hoje procuram uma nova aliança com a natureza. Assim nasceu a agroecologia que implica produzir interagindo respeitosamente com ela. É ilusório um crescimento econômico à la agronegócio que mata e desmata. Importa conhecer os ritmos da floresta amazônica e utilizar tecnologias adequadas a esses ritmos. Só assim se preserva a natureza e se colabora com ela para que continue a nos dar seus bons frutos. Dito de outro modo: importa moderar a lógica de nossa vontade e fazê-la combinar-se com a lógica objetiva da natureza, a exemplo da águia em seu vôo.

Nosso comportamento é construtivo quando nasce do equilíbrio entre o nosso desejo e o desejo inscrito na natureza. Sábia é a pessoa que capta as duas lógicas, a das coisas e a do eu, se harmoniza com elas e as faz convergir. Imatura é a pessoa e atabalhoado é seu comportamento quando só escuta o próprio eu e a toda hora diz: "eu sei, eu quero, eu decido, eu faço" não escutando a voz da natureza como se ela nem existisse. A tradição do Tão ensina que a pessoa só se sente plena e realizada quando sua obra imita o vôo das águias: trabalha junto com a natureza e jamais contra ela. Caso contrário, sempre há uma réstea de vazio e um sabor amargo de implenitude.

Precisamos desinflar o eu e enraizá-lo na natureza. O eu e a natureza formam um todo dinâmico sempre em busca de um difícil equilíbrio. Ambos, cada qual com sua singularidade, devem permanentemente atuar juntos como garantia de uma vida equilibrada e discretamente feliz.

fonte: Primeiro programa

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Os descartáveis e suas... virtudes!

A cada dia os produtores de “descartáveis” apresentam novas virtudes para os seus produtos. Entre elas, a higiene dos copinhos de café, que são eliminados sem a necessidade de serem lavados e fervidos; a desnecessidade de se perder tempo, água e sabão na lavagem de toalhas de linho, guardanapos, lenços, fraldas; o ganho de energia em não se ter que dar corda ao relógio, ou carregar a caneta com tinta nova... Afinal de contas, a água está muito cara, a energia mais ainda e o tempo é cada vez mais escasso... Todo esse “desgaste” pode ser largamente compensado pela compra diária de novos produtos em lugar de reutilizar monotonamente os tradicionais, durante anos a fio!
A mais recente dessas justificativas, de que tive conhecimento, é a da “leveza dos pets”, em que são acondicionados e transportados os refrigerantes. Sem dúvida, são, esses recipientes de plástico, melhores e menos vulneráveis que as cascas ou invólucros das próprias frutas naturais. E muito mais leves para serem carregados pelos caminhões do que as antiquadas garrafas de vidro. Somando-se a isso a eliminação da necessidade de serem os “cascos” de vidro tradicionais lavados e desinfetados, poderíamos facilmente chegar à espantosa conclusão de que também o caminhão que os transporta poderia ser jogado ao lixo e substituído por um novo, a cada viagem...
Esse hábito, ou essa prática quase obrigatória da descartabilidade progressiva já assume contornos de fenômeno psico-social de alto significado em relação à história de nossos costumes. Despojamo-nos de tudo o que é antigo, tradicional, ou que recorda hábitos, pessoas e episódios de outrora. Já não há sentido, para os nossos jovens, guardar ou apreciar – pelas recordações agradáveis ou históricas que nos traz à memória – uma xícara de fina porcelana, um cristal de fino lavor, um relógio suíço de delicado trabalho artesanal, uma toalha elaborada em fina renda... ou qualquer memória familiar, tradicional ou cultural. Tudo pode ser substituído: a moda, as festas regionais e comidas típicas, as comemorações sociais ou religiosas, ou até a família. Tudo o que é velho pode ser jogado ao lixo.
Como nas escavações arqueológicas, o lixo é a coisa mais valiosa que possuem as sociedades modernas!

Simonia

Chama-se simonia a prática de fazer comércio das coisas sagradas, como o Simão Mago da Bíblia, que pretendeu comprar ao apóstolo S.Pedro o dom de conferir o Espírito Santo.
Que coisa há, mais sagrada que os genes, os elementos celulares responsáveis pela transmissão dos caracteres distintivos de todos os seres vivos? As diminutas partículas moleculares que fazem de um cão um cão, de um ser humano um ser humano, alto ou baixo, com olhos azuis ou castanhos, com pendores para as artes ou para as ciências?
Enfim, aqueles elementos transcendentais do mais íntimo de nosso ser, que são responsáveis pela personalidade e identidade de cada pessoa? Vender um gene é vender uma alma!
Pois bem: os genes já estão à venda! Começam a ser comercializados, patenteados, catalogados e avaliados em dólares, de acordo com a sua importância em relação ao funcionamento de nossos corpos e mentes... Cada cientista que acerta na identificação de um deles, torna-se potencialmente proprietário do mesmo, podendo comercializá-lo!
A empresa norte-americana Myriad Genetics, que conseguiu identificar o gene BRCA1 (acrônimo de breast cancer, ou câncer da mama), obteve uma série de patentes internacionais que impedem o uso dos métodos de diagnóstico do câncer baseados nesse seqüenciamento genético.
Mesmo outros métodos alternativos de reconhecimento do gene mutante, desenvolvidos por institutos europeus, como o Instituto Pasteur da França, estão proibidos por esse privilégio: só a Myriad pode fazer ou autorizar o diagnóstico precoce de câncer dos seios por seqüenciamento genético!
Ocorre que o câncer da mama constitui uma das principais causas de mortalidade de mulheres em todo o mundo. O reconhecimento do gene mutante permite detectar o risco de câncer muito antes deste aparecer, o que, evidentemente, constituiria um avanço extraordinário nas medidas de proteção à vida humana... Se não fosse objeto da simonia de inescrupulosos vendilhões do Templo do Saber!

(Escrito em 17/abril/2002)

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Água: recurso renovável ou infinito?

Se a memória não me trai, a famosa afirmação de Vaz de Caminha de que "em se plantando tudo nela dá", refere-se à abundância de águas em nossas terras. Ele inicia com a frase: "... as águas são muitas, infinitas...". De fato, tudo nesse país tropical dá uma idéia de infinitude. O caboclo amazonense diz: "Deus é grande... mas o mato é maior!".

Na verdade, a única coisa perene que possuímos em nosso território é a energia. E assim mesmo... bem, deixemos o assunto do apagão para um outro dia. Refiro-me à energia do sol, que pode ser considerada eterna, pelos nossos padrões de medida do tempo. Mas é graças a essa energia que a água retorna sempre aos seus lugares de origem, dando a impressão de perpetuidade.

Os Antigos consideravam essa questão da alimentação dos rios como um dos maiores enigmas da natureza. Foram imaginados deuses que "produziam" água, derramando-a de grandes potes, em cada rio... Os gregos admitiam a existência de imensos e inesgotáveis lagos subterrâneos. Foi somente no século XVII que se conseguiu demonstrar, na França, através de medidas muito cuidadosas, que as águas de chuva que caíam sobre a bacia do Sena tinham a mesma ordem de grandeza que as águas que corriam pelos seus rios. Isto é, que a água é sempre a mesma, que está sendo continuamente renovada. Mas para se chegar a isso, foi necessário descobrir qual a fonte de energia capaz de conduzir a água dos mares novamente até à sua origem nas montanhas! É uma parte dessa energia que nos é devolvida pela água, quando ela despenca através de turbinas ou de simples rodas d`água...

Isso significa, também, que, se a quantidade de água de que dispomos é sempre a mesma, não podemos aumentar infinitamente o seu uso, sem que venhamos a sentir sua falta... Sujá-la, introduzindo-lhe matérias poluentes, por sua vez, constitui a maior das insensatezes. É como cuspir no próprio prato. Mas há quem o faça, supondo, talvez como Caminha, que as águas são infinitas!

Descartabilidade

Vinte anos atrás ninguém acreditaria que a mais propalada virtude de um produto comercial pudesse ser... A sua pouca durabilidade! No entanto, é o que acontece com os chamados descartáveis... Produtos cuja maior virtude é a de poderem ser jogados ao lixo o mais rapidamente possível, sem qualquer possibilidade de conserto, recarga ou outra utilização.

Desde as fraldas do bebê até o relógio de pulso ou a calculadora, tudo perde em pouco tempo a sua utilidade, não podendo ser lavado ou receber corda ou uma nova pilha... O mesmo com as toalhas de mesa – que são de papel – os copos e xícaras de plástico, os lenços, guardanapos, canetas, colherinhas de café, pratinhos de sobremesa, máquinas fotográficas...

Em meus tempos de criança, ficávamos admirados só de ver – sem pegar, naturalmente – o belo relógio folheado a ouro, que meu pai ganhara de meu avô, trinta anos antes, quando completara seus quinze anos de idade! E era bem possível que o meu avô tivesse recebido o belo “Patec-Philippe” do meu bisavô... E com que orgulho minha avó exibia as toalhas de linho, com seus guardanapos branquinhos exalando aquele suave odor de malva! Quanto aos velhos “fordes-de-bigode”, ainda nos anos 50 e 60 reluziam seus cromados em algumas garagens ou roncavam pelas estradas poeirentas que ligavam as fazendas de café no interior paulista!

Romantismo piegas? Talvez... pieguice que foi sabiamente substituída pelas latas de lixo que transportam para os monturos da cidade (que já não se tem onde situar) milhares de toneladas por dia de matérias primas retiradas de nossos já escassos recursos naturais, acrescidas de milhões de horas de trabalho de homens que não têm, às vezes, do que se alimentar...

Paradoxal sabedoria essa da descartabilidade!

(Texto escrito em 26/6/01)

Comer formigas?

Poucos livros foram capazes de produzir tão grande impacto entre os intelectuais, economistas e homens públicos do que o "Princípio da População", do reverendo inglês Thomas Robert Malthus, publicado ao apagar das luzes do século XVIII. Simplesmente, através de breves estatísticas baseadas em dados sobre a produção de alimentos em diversas partes do mundo, o famoso sociólogo chegou à conclusão, já naquela época, de que a população humana estava crescendo mais rapidamente do que a produção de cereais e outros alimentos...

As controvérsias que então se estabeleceram foram de tal ordem que, apenas 80 anos após a sua publicação, o livro já era objeto de artigos e outros livros cujos simples títulos davam para preencher 30 páginas impressas! Fato é que, se por um lado, as técnicas de produção de alimentos e combate às pragas evoluíram muito, de modo a aumentar muito o rendimento das terras, por outro também o mesmo avanço da ciência fez com que o homem venha vivendo mais e atingindo idades mais avançadas, o que contribui para o aumento da população e a conseqüente necessidade de maior produção e o famoso economista contemporâneo, Keynes, lamenta que não se tivesse dado maior atenção às previsões de Malthus...

O assunto é complexo. Enormes perdas de produtos alimentícios ocorrem, ainda, por causa dos insetos, nossos concorrentes alimentares. Inúmeras pragas atacam as plantações, destruindo folhas, caules, frutos e sementes no próprio campo, a ponto de ter sido assegurado, há tempos, que nós nos alimentamos do que sobra da alimentação das formigas e lagartas... Mas não é só nos campos. Todos nós conhecemos os "carunchos" que, com avidez, atacam os cereais e farinhas que guardamos em nossas despensas, o mesmo acontecendo, em muito maior proporção, nos silos e nos armazéns. Por outro lado, o ataque a esses bichinhos, com auxílio de agrotóxicos vem sendo cada vez mais condenado, diante da evidência de que os resíduos dessas substâncias químicas provocam danos à saúde e ao meio ambiente...

Agora, uma notícia curiosa vem ocupando as páginas das revistas científicas: arqueólogos franceses e africanos encontraram fortes evidências de que tribos primitivas de hominídeos da África do Sul há um milhão e meio de anos atrás, comiam cupins e formigas, tal como alguns chimpanzés, inclusive fabricando "ferramentas" especiais para a sua caça...

Mas... Voltar atrás e competir com tamanduás... Até "pode ser uma boa rima, mas não uma solução", como diria o velho Drummond!


Texto originalmente escrito em 03/abril/2002

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Estudo diz que 10% do PIB depende do meio ambiente.

São Paulo – Cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro dependem de recursos fornecidos diretamente pelo meio ambiente, como nutrientes do solo e água. A informação está no estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que será divulgado, na íntegra, em outubro, na Conferência das Partes sobre Biodiversidade (COP-10), em Nagoia, no Japão.
Mais dois países também foram analisados no levantamento. A Índia tem dependência de 16% de recursos do ecossistema, e a Indonésia, 21%. O estudo tem intenção de mostrar a importância da preservação do meio ambiente na economia dos países. "
Apesar da boa vontade e da legislação, continuamos a destruir a biodiversidade, porque não olhamos para os benefícios da conservação em termos econômicos. Àquilo que está na natureza não é dado valor econômico", afirmou o economista indiano Pavan Sukhdev, coordenador da pesquisa, em evento hoje (14) em São Paulo.
Os dados da pesquisa mostram que a preservação do meio ambiente pode significar crescimento econômico. Segundo Pavan, a economia ligada às "questões verdes" está passando por um forte crescimento. Os "empregos verdes", relacionados à preservação, terão um incremento, de acordo com o economista, de cerca de 20 milhões de vagas nos próximos anos. O estudo estima que, em 2020, os produtos agrícolas certificados terão um mercado de US$ 210 bilhões, ante US$ 40 bilhões de hoje.

fonte: Exame

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Leilão de biodiesel movimenta R$1 bilhão.

Concorrência acirrada e volume ofertado garantem menor preço histórico. Para analista, possível alta da soja pode reduzir a margem de lucro das usinas

Ao todo, foram negociados 615 milhões de litros, de forma a garantir a mistura B5 (5% de biodiesel no diesel fóssil) no quarto trimestre de 2010. Segundo o órgão, o valor dessa transação, que envolveu cerca de 50 empresas, superou a quantia de R$ 1 bilhão. Em relação ao leilão anterior, que negociou 600 milhões de litros, houve um crescimento de 2,5% no volume comercializado e diferença de 17,3% no valor obtido (R$ 2,106).
São Paulo - O 19º leilão de biodiesel, concluído no final da tarde desta quinta (2), registrou preço médio final de R$ 1,743/litro, com um deságio de 25% em relação ao valor inicial de R$ 2,320. Segundo o Ministério de Minas e Energia, este foi o menor preço histórico obtido num leilão de biodiesel, desde o inicio da obrigatoriedade legal da adição da substância no diesel, em janeiro de 2008.
Segundo analistas, a baixa no preço é reflexo de uma concorrência acirrada e do crescimento do mercado de biodiesel, o que tem deixado os fabricantes otimistas. Mas é preciso cautela. Na opinião do analista de mercado Miguel Biegai, uma alta no preço do óleo de soja, um dos principais insumos do setor, nos próximos meses, pode reduzir a margem de lucro das usinas.
"Historicamente, o mercado de soja interno tende a apresentar altas no último trimestre do ano" explica Begai. "Isso pode gerar prejuízos para as empresas já que tem-se aí um preço de venda de biodiesel fixado e o preço do insumo disparando". De toda a forma, a baixa no valor do biodiesel comercializado neste 19º leilão deve refletir positivamente no bolso do consumidor.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, os resultados ainda são preliminares e serão homologados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

fonte: www.exame.com.br

Começa cobrança pelo uso da água no rio São Francisco

Recursos são arrecadados pela ANA e repassados integralmente ao Comitêde Bacia do São Francisco, onde serão aplicados em ações de recuperação.

Os usuários do rio São Francisco, e outros rios de domínio da União da bacia, começaram a pagar pelo uso da água, conforme prevê a Lei nº 9.433/97, conhecida como “Lei das Águas”. Os boletos de 2010 já foram distribuídos e a Agência Nacional de Águas (ANA) iniciou em agosto a arrecadação, estima em R$ 10 milhões até o fim do ano, tendo em vista que o valor cobrando corresponde ao período julho-dezembro.

Passam a pagar pelos recursos hídricos quem capta mais de quatro litros por segundo (14,4 metros cúbicos por hora) como, por exemplo, companhias de saneamento, indústrias, irrigantes e o Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF). Também estão sujeitos à cobrança os usuários que fazem lançamentos de efluentes nos rios federais da bacia.

“É importante ressaltar que a cobrança pelo uso da água dos rios não é um imposto, mas um preço público definido em consenso pelo próprio comitê de bacia e quem paga são usuários do rio, como se faz em um condomínio, por exemplo”, explica o diretor presidente da ANA, Vicente Andreu.

O cálculo do valor da cobrança é baseado na outorga pelo uso da água concedida pela ANA aos usuários. O s valores do metro cúbico para as categorias de uso foram acordados no âmbito do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) em um amplo processo que contou com a participação de representantes dos setores usuários, da sociedade civil e do Poder Público, que integram o CBHSF.

Na avaliação de Andreu, o País está crescendo e a disponibilidade de água é um fator essencial para manter a atividade econômica. Além disso, a cobrança pelo uso das águas das bacias hidrográficas é um instrumento que induz ao uso racional. “A cobrança é fundamental para melhor a gestão dos recursos hídricos, para garantir a manutenção da expansão econômica e assegurar a disponibilidade de água para as futuras gerações”, disse o diretor-presidente da ANA.

Os recursos serão arrecadados pela ANA e repassados integralmente à bacia do São Francisco, onde vão ser aplicados em ações de recuperação da bacia pela Associação Executiva de Apoio à Gestão de Bacias Hidrográficas Peixe Vivo - AGB Peixe Vivo, entidade delegatária que passou a exercer funções de agência de água da bacia, conforme aprovação do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).

As ações de recuperação da bacia serão definidas pelos membros do CBHSF, com base nos programas, projetos e obras previstos no Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do São Francisco. Estão inseridos na bacia do São Francisco os estados de Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal.

Histórico da cobrança pelo uso da água

Desde 2001, a ANA desenvolve ações para implementar a cobrança pelo uso da água no Brasil em parceria com gestores estaduais de recursos hídricos e comitês de bacias. Em rios de domínio da União – aqueles que cortam mais de uma unidade da Federação ou são compartilhados com outros países –, a cobrança já está em funcionamento na bacia do rio Paraíba do Sul (MG, RJ e SP) desde 2003 e na dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (MG e SP) desde2006.

A cobrança pelo uso da água é um dos instrumentos de gestão de recursos hídricos previstos pela Lei nº 9.433/97, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos. Para mais detalhes sobre cobrança pelo uso das águas consulte o site www.ana.gov.br/cobrancauso

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

IBGE aponta que menos de metade das casas tem esgoto

Rio de Janeiro - As redes de coleta de esgoto sanitário foram ampliadas em 45% entre 2000 e 2008 no Brasil. Apesar disso, em 2008, elas ainda atendiam a menos da metade dos domicílios brasileiros. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (20), 45,7% das residências eram atendidas por essas redes naquele ano. ]
Os demais domicílios (54,3%) recorriam a fossas sépticas ou a meios menos higiênicos, como fossas secas, valas a céu aberto ou lançamento direto em cursos d´água.
Ainda de acordo com o IBGE, o número de municípios servidos com alguma rede de esgoto aumentou 6,3%, passando de 52,2% para 55,2%. "O desejável é que tivéssemos números maiores. Mas o fator importante é que a gente está aumentando a cobertura. A gente está caminhando na direção certa. Talvez o ritmo não seja o adequado, mas estamos caminhando na direção certa", afirma o economista do IBGE Paulo Gonzaga de Carvalho.
Carvalho destaca ainda um dado positivo: o percentual do esgoto coletado que é tratado passou de 35,3% em 2000 para 68,8% em 2008. "Isso é um avanço considerável. É claro que ainda não é o ideal. E deve-se levar em conta que esse percentual de esgoto tratado inclui apenas o esgoto coletado pelas entidades responsáveis. Há ainda aquele esgoto que sequer passa por uma rede de coleta", afirma.
Entre os estados com maior rede de coleta de esgoto, destacam-se São Paulo, com 82,1% de cobertura, Pernambuco (74,2%) e Minas Gerais (68,9%). As demais 24 unidades da federação tinham, em 2008, menos da metade de seus domicílios atendidos por redes coletoras. Rondônia, com uma cobertura de 1,6%, Pará (1,7%) e Amapá (3,5%) são os estados com os piores índices.
Os dados do IBGE mostram também que, em 2008, 79,9% dos municípios estavam ampliando suas redes de esgoto. Um número bem superior ao registrado em 2000, quando apenas 58% dos locais faziam ampliações em suas redes.
Já a rede de distribuição de água potável chegou a 45,3 milhões de domicílios em 2008, ou seja, 78,6% do total no Brasil. Em 2000, o alcance dessa rede era de apenas 34,6 milhões ou 63,9% das residências brasileiras.
Apesar da ampliação da rede de abastecimento, 6,2% dos municípios tratavam a água apenas parcialmente antes de distribui-la e 6,6% não faziam qualquer tratamento nessa água.

fonte: www.exame.com.br

domingo, 22 de agosto de 2010

Globalização

Não há dúvida de que a globalização, na verdade, representa um processo de ocidentalização.

Partindo do pressuposto - até certo ponto verdadeiro - de seu enorme sucesso na produção industrial, o mundo ocidental, chegou à conclusão de que a sua mentalidade extremamente objetiva, o seu sistema analítico de raciocínio (que vem desde os filósofos gregos) e a sua maneira agressiva de agir sobre a natureza, com máxima eficiência na obtenção e no uso de recursos naturais, constitui a única e verdadeira maneira de viabilizar o mundo de amanhã, com suas populações crescentes e correspondentes demandas de recursos.

Visto isso, o mundo ocidental impôs-se, nas áreas produtivas, econômicas e culturais, conseguindo a adesão da maior parte das culturas orientais, que vêm abandonando tradições milenares em favor do nosso modo de vida, como se este fosse, sob todos os aspectos, o mais conveniente.

Entretanto, não creio que seja lícito escolher caminhos para a humanidade através de um "processo democrático", de preferência das maiorias, ou dos mais poderosos.

Às vezes, é na fragilidade de um povo oprimido - como o tibetano, por exemplo - que se encontra a maior pureza de pensamento e de sentimentos que fariam do homem um verdadeiro ser solidário. Talvez não o predomínio, mas uma pequena "contaminação" do nosso mundo globalizado por algumas dessas idéias e experiências orientais pudessem ser altamente benéficas em direção à humanização da sociedade mundial.

Com relação ao Meio Ambiente, a visão integral e despida do preconceito de "posse" da natureza, característica do pensamento e do comportamento oriental tradicional é, sem dúvida, muito mais salutar que o nosso tipo de comportamento!


artigo produzido em 16/janeiro/2001

Ilhas de calor

A terra fotografada de grande altitude com filme sensível ao infravermelho, isto é, às ondas de calor, mostra áreas iluminadas sobre fundo escuro. São as chamadas ilhas de calor. Isso se explica pela enorme quantidade de calor que é irradiada de cada área urbana no planeta.

Calor esse proveniente dos combustíveis queimados nos veículos e geradores termoelétricos, bem como das linhas condutoras de energia elétrica que, entrando na cidade, acendem suas lâmpadas, movimentam nossos aparelhos eletrodomésticos, acionam as grandes máquinas industriais etc. Toda essa energia, depois de utilizada, é transformada em calor, como todos sabem.

Assim, não é necessário recorrer a explicações tão globais, como Ele niño, ou o efeito estufa, para explicar porque não temos mais invernos em nossas cidades, como antigamente. Lembro-me de que, na minha infância, os terrenos baldios, onde vegetavam capinzais, apareciam de manhã cobertos de uma camada branca de orvalho congelado - a geada - em plena cidade de São Paulo.

Hoje, isso só ocorre no interior, para suplício dos agricultores, que chegam a perder seus cafezais, ou grande parte das colheitas de cereais por isso!

As placas de gelo que escorregavam e caíam dos telhados, sob efeito do sol, as verduras como repolhos e alfaces que continham às vezes pedaços de gelo entre as folhas, nada disso pode, hoje, ser mostrado aos meus netos: meneiam a cabeça, como se não acreditassem muito, quando lhes conto... Meninos, eu vi! - como diria o poeta Gonçalves Dias.

É claro que o efeito estufa vai agravar esse aquecimento, estendendo-o para fora das áreas urbanas, de grande concentração de energia! Deixaremos de ter geado também nas terras agrícolas do interior de São Paulo, como do Paraná e demais estados do Sul.

Em compensação, teremos calor insuportável no verão em todas essas áreas, e muitas plantas de clima frio, como os pinheiros-do-paraná e outros pinheiros, ou talvez a erva-mate, os morangos, cerejas, ameixas, maçãs e pêssegos não mais existirão!

Mas o efeito de ilha de calor, esse já está presente e aumenta a cada dia. Estudos realizados na Grande São Paulo têm revelado que a uma distância de apenas dez quilômetros da periferia, a temperatura chega a cair dez graus! Só pela ausência de máquinas e iluminação e pela presença de matas, cuja cor verde absorve energia calorífica.

Meninos, eu vi!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Poços de carbono

Há alguns anos foi desenvolvido no Instituto de Estudos Avançados da USP, um projeto denominado FLORAN, baseado em sólida base científica, destinado a proporcionar um resgate substancial do gás carbônico que é lançado à atmosfera pelas atividades que envolvem combustão, os quais constituem a causa principal do efeito estufa.

A idéia baseia-se na implantação de uma imensa reserva de carbono - poços de carbono - na forma de florestas de rápido desenvolvimento, desenvolvimento este que se daria à custa da absorção de gás carbônico atmosférico. Esse resgate proporcionaria um balanço principalmente do carbono oriundo do próprio desmatamento e queima de "biomassa viva", embora não pudesse cobrir, evidentemente, o excesso de carbono gerado pela combustão de carbono fóssil, que está sendo trazido pela primeira vez ao contato com a atmosfera.

Por outro lado, o projeto cercou-se do cuidado de proporcionar atrativos comerciais, visando mobilizar o interesse de grandes indústrias como coparticipantes do investimento.

Para tanto, as espécies a serem plantadas seriam de interesse nas atividades de construção, e principalmente indústria de celulose: espécies de crescimento rápido, proporcionando ao mesmo tempo um rápido retorno de capital e uma maior eficiência na absorção do carbono atmosférico. As áreas selecionadas para o reflorestamento não incluiriam reservas e áreas em que é mais desejável a permanência de espécies autóctones, como a Floresta Amazônica.

Mas a idéia parece que não atraiu ninguém e ficou no papel, o que é no mínimo curioso, numa época de protocolos Kioto, em que os países procuram proclamar seus créditos em relação à imobilização de carbono... Agora, vem a notícia de que a indústria francesa de automóveis Peugeot já está iniciando um grande programa de reflorestamento na Amazônia, com esse exato objetivo!

Anexos

Ecoeconomia na prática - empresa francesa (Peugeot) planta árvore para retirar CO2 do ar - reflorestamento de uma área de 10 mil hectares no Mato Grosso para extrair CO2 da atmosfera - a meta é plantar 10 milhões de árvores em 40 anos.
(Fonte: Jornal do Brasil, seção Ciência, em 24 de julho de 2000)

(...)
O plantio de novas florestas pode controlar o aquecimento global, como ainda render dinheiro para países como o Brasil, que têm um vasto território para criar novas matas e regenerar as que estão danificadas. O Brasil pode rejuvenescer 500 mil hectares de áreas degradadas (1 hectare equivale a 10 mil metros quadrados) e com isso retirar 5 milhões de toneladas de carbono do ar.
Com isso se poderia retirar 10 toneladas por hectare, por ano, representando entre US$ 100 milhões e US$ 250 milhões anuais. O valor desse ´ativo´ está subindo depressa nas bolsas.
Segundo o Banco Mundial, lá pelo ano 2020, os poços poderão estar movimentando US$ 100 bilhões ao ano. No Brasil, já há empresas com projetos de investir em ´poços de carbono´, nome que se dá às matas que limpam o ar de CO2.
A Peugeot francesa é um exemplo. Instalada no noroeste do Mato Grosso, ela quer capturar 2 milhões de toneladas de carbono, o equivalente a 7 milhões de toneladas de CO2. A captura já começou e a expectativa é de fazer isso por um século, mais ou menos.
O poço da Peugeot tem 10 mil hectares e fica perto do Rio Juruena, um dos afluentes secundários do Rio Amazonas. A propriedade foi comprada por uma ONG, a ONF Brasil, em parceria com a Peugeot, e contém diversos tipos de vegetação. (...)
(Fonte: trecho de artigo publicado na Revista Galileu, da Globo, em agosto de 2002)

(artigo produzido em 27/fevereiro/2001)

Ecolíbrio

Um grande amigo meu, Aristides Almeida Rocha, autoridade internacional em questões ambientais, costuma contar em suas aulas na Universidade de São Paulo, o seguinte episódio verdadeiro, para exemplificar o encadeamento natural e obrigatório dos fenômenos e processos ecológicos. O tal de "ecolíbrio", tão desejado...

Por volta de 1960, a Organização Mundial da Saúde, para combater os mosquitos transmissores de malária, na ilha de Bornéu, decidiu fazer ali uma extensa aplicação de inseticidas. Usando aviões e outros equipamentos, aplicou verdadeiras nuvens de DDT em todo o território, abrangendo matas, casas, plantações etc.

O primeiro resultado observado foi magnífico! Morreram, praticamente, todos os pernilongos da ilha, e seus habitantes não só viram-se livres da malária, como também puderam dormir mais tranqüilos, sem a musiquinha e as picadas incômodas dos bichinhos durante a noite. Porém,... algumas coisas estranhas começaram a acontecer em todo o território de Bornéu...

É que o DDT não matava somente os pernilongos. Matava, também, outros insetos, como abelhas, besouros, baratas etc. Alguns destes não chegavam a morrer, mas ficavam meio tontos e incapazes de fugir ao ataque dos lagartos da ilha, que passaram a fartar-se dos mesmos...

Mas os lagartos não sabiam que os insetos estavam envenenados e, ao comê-los, ficavam também meio paralisados, tornando-se presas fáceis dos ... gatos! Estes, deixaram de perseguir os ratos, para dedica-se à caça, muito mais fácil, do novo petisco. Só que, cada lagarto, tendo comido centenas de insetos envenenados, já possuía, em seu corpo, uma dose concentrada de DDT: e o gato morria!

Para encurtar a história - que é longa - os ratos tomaram conta da ilha. Os técnicos da OMS providenciaram, então, uma grande remessa de gatos, o que não resolveu todo o problema, pois uma certa espécie de baratinhas, que antes era devorada pelos lagartos, passou a proliferar muito, comendo a palha de coqueiro, de que eram construídas as casas dos habitantes da ilha, as quais desabavam. Não restou a OMS senão providenciar o transporte, em massa, de lagartos das ilhas próximas! E assim, foi restabelecido o "ecolíbrio" desejado....

fontes: primeiro programa

sábado, 7 de agosto de 2010

Preservar

"Prevenir é melhor do que remediar" - essa é a máxima que vem sendo repetida, com diferentes palavras, em diversos idiomas e em várias circunstâncias, há milhares de anos. Pelo menos desde o poeta romano Ovídio!

A palavra "preservar" tem quase exatamente esse sentido: a de não permitir a deterioração, a deturpação, a perda das características e propriedades originais e essenciais. Preservar a saúde era, na mitologia greco-latina, a função preeminente da deusa Higéia, irmã de Panacéia, ambas filhas diletas de Esculápio, a divindade responsável pela saúde humana. Enquanto Panacéia, utilizando seus múltiplos recursos terapêuticos, protegia e curava os doentes, a irmã, precavida, preservava a saúde, impedindo que a doença se instalasse: prevenir, em vez de remediar.

Há uma diferença sutil, entre as palavras preservar e proteger, que, entretanto, não figura nos dicionários. Protege-se a existência de algo; preserva-se a sua essência. A polícia nos protege dos criminosos, mas não é sua função preservar as características essenciais que caracterizam o ser humano como espécie distinta. Panacéia nos protege da doença, ministrando-nos o remédio adequado; Higéia preserva a nossa saúde, mantendo-a intacta, incorruptível!

Em relação ao Meio Ambiente, pode-se fazer idêntica distinção. As leis, os órgãos oficiais específicos, as organizações não governamentais, protegem o ambiente contra as ações predatórias, o fogo, a exploração não sustentável dos recursos naturais, o acúmulo de detritos. Mas as relações fundamentais da natureza, a interdependência de elementos que a caracteriza, a essência fundamental dos ecossistemas, que faz deles - por insignificantes que sejam - entidades dinâmicas, econômicas e auto-estruturadas, essas propriedades não podem ser protegidas, defendidas, abrigadas, resguardadas: têm que ser preservadas, como algo insubstituível, cuja perda é sempre irremediável!

O Fazer e o Não Fazerem

É muito interessante observar como as obrigações de "não fazer" são sempre aceitas e executadas mais prazerosamente do que as que exigem "fazer" algo... Explico: para aquele senhor um tanto obeso, a quem o médico recomendou perder alguns quilos, é muito mais fácil deixar de comer - desengordurando a dieta - do que fazer exercícios físicos diários. No entanto, os exercícios atenderiam a uma gama muito mais ampla de requisitos de saúde do que a simples dieta. Ou ainda: é muito mais fácil não maltratar, simplesmente, um cão doente e faminto, na rua, do que recolhê-lo, levá-lo a um veterinário e tratá-lo convenientemente.

Com relação aos que pretendem "zelar pelo meio ambiente" ocorre coisa semelhante. São freqüentes aqueles que alardeiam não jogar lixo nas ruas, não arremessar latinhas nas estradas, não cortar árvores, não deixar restos de alimentos nas praias. Mas é comparativamente menor o número dos que recolhem latinhas para conduzi-las aos locais de reciclagem, ou os que plantam árvores. Ou ainda os que constroem tanques sépticos em suas casas de praia, evitando assim que o esgoto vá para as sarjetas e redes de águas pluviais, poluindo as águas do mar onde eles mesmos tomam seu banho...

É importante, ao se apregoar o "exercício da cidadania", lembrar que desse exercício faz parte o zelo pelo patrimônio público. Que na manutenção do "ambiente ecologicamente equilibrado", tão enfatizado na nossa "Constituição Cidadã", há uma parcela importante de responsabilidade de cada um de nós, além daquela grande parcela que cabe aos poderes governamentais. A simples atitude passiva de "não fazer" isso ou aquilo, pode ser importante para não agravar. Mas atribuir ao governo tudo o que há a "fazer" é moralmente insustentável. Pelo menos não é uma atitude cidadã!

E... por falar nisso, você já se lembrou de trocar o catalisador de seu carro, que tem uma durabilidade máxima de 80 mil quilômetros? Ou... prefere deixar que o governo corrija a poluição que você está produzindo?

fote: primeiro programa 08/agosto/(2001)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mundaça na constituição federal

Em 14/07/2010 o Senado Federal enviou à Câmara dos Deputados (Primeiro-Secretário), por intermédio do ofício SF nº 1482 de 13/07/10, a redação final da PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 51, DE 2003 (PEC Cerrado Caatinga) (Dá nova redação ao § 4º do artigo 225 da Constituição Federal, para incluir o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional), de autoria do Senador Demóstenes Torres (DEM-GO), cuja redação final ficou assim aprovada no Senado Federal:“Art. 225. ................................................ ................................................................. § 4º A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense, o Cerrado, a Caatinga e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida da população. Vejam que a redação final da referida PEC retirou da redação anterior a seguinte expressão “...inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.”. E acrescentou a expressão “... o Cerrado, a Caatinga...” e “...a melhoria da qualidade de vida da população.”. Creio que salvo melhor entendimento há prejuízo com as alterações efetuadas; embora se tenha conseguido incluir o cerrado e caatinga como patrimônio nacional e retirou-se um dos pilares e essência do fato daqueles biomas serem patrimônio nacional, que é o uso dos seus respectivos recursos naturais. Ou seja, com as alterações efetuadas TODOS os biomas serão prejudicados. Como redação a ser aprovada na Câmara dos Deputados sugere-se seja mantido a redação dada pelo Senado Federal, mas mantendo-se também a redação anterior da Constituição Federal, onde ficaria acrescentado apenas a expressão “Cerrado e Caatinga” e “melhoria da qualidade de vida” ao que estava redigido na Constituição Federal em vigor: “Art. 225. ................................................ ................................................................. § 4º A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense, o Cerrado, a Caatinga e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida da população. A proposta imediatamente acima é como penso deva ser a redação a ser aprovada na Câmara dos Deputados. Sendo portanto a sugestão de redação a ser defendida pelo CONAMA e órgãos ambientais brasileiros.

Fontes: Conama

A natureza não corre riscos

Os seres humanos - considerados, por si mesmos, seres sagrados, ou até divinos - possuem uma espécie de sentimento atávico, contrário à Natureza. De fato, o homem foi o primeiro ser a não poder contar com a Natureza para sua própria defesa. Outros animais defendem-se subindo aos galhos das mais altas árvores; ou possuem cores e formas que lhes permitem confundir-se com as folhagens; alguns se refugiam graças a órgãos ou deformações que lhes permitem perfurar o solo; ou voam; ou permanecem algum tempo sob a água. Finalmente, há os que foram providos de garras poderosas, dentes ou até venenos fatais que lhes permitem enfrentar toda sorte de inimigos.
Ao Homem, pelo contrário, a Natureza só lhe prodigalizou pequenos detalhes estruturais que lhe facultaram a inteligência. Inteligência essa que lhe permite, para defender-se, destruir a Natureza. Onde vive o ser humano, as florestas são arrasadas, os rios conspurcados e desviados de seus cursos, os solos impermeabilizados pelo asfalto, as substâncias arrancadas ao seio da Terra para transformar-se em materiais e energia para as construções ciclópicas com que mudam a paisagem a seu gosto.
Os artistas foram, provavelmente, os primeiros a reverenciar a Natureza, reconhecendo nela elementos estéticos que o Homem não é capaz de produzir ou substituir. Por isso, os defensores da Natureza são ainda hoje chamados de "sonhadores" e "poetas", pelos pragmáticos... Mesmo assim, as tendências mais modernas, sejam na poesia, seja nas artes plásticas, têm cedido àquele atavismo primário, repelindo a Natureza "pura" e original e substituindo-a por sentimentos mais íntimos e subjetivos.
No entanto, esse processo de desnaturação - como qualquer outro processo vigente na Natureza - seguiu um caminho circular em que a própria ciência, em seu antagonismo perseverante, conduziu à descoberta surpreendente de que é a Natureza que conduz nossos passos e que somente obedecendo aos seus critérios podemos ter futuro como espécie viva. Do contrário, seremos dissolvidos num processo inexorável, sem retrocesso, que, ao longo de milhões de anos, tem garantido sempre a sobrevivência do mais viável. Pois a Natureza não corre riscos! Ela não é vingativa: apenas segue o seu curso.
fonte: www.primeiroprograma.com.br

Que são células tronco?

Há uma diferença primordial entre as células que formam os tecidos do nosso corpo - células somáticas - e as células embrionárias ou germinativas. É que as primeiras, ao se reproduzirem em laboratório, só fornecem células da mesma "espécie". Assim, células da pele só formam pele, células musculares só formam tecido muscular.
Já as células embrionárias, que têm por função originar um indivíduo completo, são "indiferenciadas", conservando a potencialidade de gerar qualquer tecido do corpo.
Isso representa possibilidades terapêuticas quase ilimitadas, podendo suprir células para corrigir lesões de anomalias do pâncreas como do cérebro, permitindo a cura de doenças como diabetes ou mal de Alzheimer, além de muitas outras. Células germinativas do próprio paciente não ofereceriam risco de rejeição.
Resta, porém, o problema ético. A primeira objeção fundamental deriva de certas convicções religiosas de que a alma, sendo introduzida desde o momento da concepção, estaria presente, de alguma forma, em cada célula dela resultante.
A segunda, mais pragmática, teme que um cientista menos escrupuloso possa ceder à tentação de prosseguir a multiplicação de células embrionárias até gerar um novo ser humano: um clone. De um modo geral, trata-se de decidir se o procedimento é ofensivo à dignidade humana.
Os cientistas reagem. A conhecida revista Scientific American apresenta, em editorial de outubro de 2001, veemente protesto contra a "lei Weldon", tramitada no Congresso americano (com enfática manifestação favorável do Presidente Bush), proibindo qualquer clonagem humana, não fazendo distinção entre clonagem reprodutiva e clonagem terapêutica.
Na França, as opiniões estão divididas entre os que consideram a proibição indiscriminada "uma limitação que irá marginalizar os cientistas franceses em face da concorrência internacional" e os que consideram a discussão prematura, dada às dificuldades envolvidas no sucesso das clonagens.
Pelo sim ou pelo não, as decisões terão que ser aceleradas em face das novas notícias sobre o avanço das técnicas de clonagem...

Esse texto foi escrito em 19/dezembro/2001

sábado, 31 de julho de 2010

Sapos e Jacarés

Uma notícia interessante, vinda da Austrália, informa que os enormes jacarés daquele país estão sendo vitimados... pelos sapos! Pelo menos é o que suspeitam os especialistas.
A história dos sapos na Austrália merece ser contada, pela lição que encerra a respeito das sutilezas do equilíbrio ecológico: o tal de “ecolíbrio”, a que já temos nos referido. Todos conhecem a história dos coelhos, que lá foram introduzidos pelos ingleses pelo prosaico motivo de sentirem falta da raposa que costumavam alegremente perseguir com seus cavalos... (Depois dizem que o nosso carnaval é coisa de subdesenvolvido).
O fato é que esse substituto caboclo da raposa tomou conta de todo o continente, devorando tranqüilamente as suas couves e cenouras, sem ser perseguido pelos seus predadores naturais, sul-americanos, que lá não existem...
Já o sapo foi levado para lá por razões mais sérias. Quando os australianos começaram, lá pelos anos 30, a plantar a cana de açúcar, esta levou consigo a “broca dos canaviais”, que, não encontrando lá seus predadores naturais, dizimava as plantações. Informados de que, aqui no Brasil, os maiores devoradores do besouro da broca eram os sapos, os australianos levaram os nossos simpáticos batráquios para lá.
O resultado, a princípio, foi esplêndido! Só que... Não há lá os inimigos naturais do nosso bufo, ou seja, certas cobras que conseguem come-lo, apesar do seu poderoso veneno e, creio que mais importante, os nossos furões que se regalam com seus ovos...
Ora, os sapos têm vida longa... uns 35 anos em média. E durante esse tempo, põem milhares de ovos! Resultado: uma enorme população de sapos, depois de ter acabado com os besouros, começou a devorar também abelhas, borboletas e até pequenos anfíbios nativos.
E agora vem a notícia do último episódio da novela: pelo menos três gigantescos répteis que, comprovadamente, devoraram sapos, morreram vitimados pelo terrível veneno!
Parece que não é só no Brasil que se morre engolindo sapos...


Esse texto foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em setembro de 2001.