sexta-feira, 9 de julho de 2010

ADN Sintético!

Já imaginaram a existência de seres vivos possuidores de um código genético totalmente diferente dos que existem na Terra? Talvez em outros planetas... Mas seria possível a sua criação aqui mesmo, no nosso pequeno mundo? Não estou me referindo aos OGM - Organismos Geneticamente Modificados. Estes já são corriqueiros e, afinal, não são mais do que os mesmos organismos, que receberam o enxerto de alguns genes novos, transplantados de outros seres vivos, portanto com os mesmos ADNs de todo mundo... Eu falo de novos ADN, ADNs sintéticos. É como falar da possibilidade da criação de novos seres, de concepções totalmente diferentes das formas que conhecemos!
Bem... não vamos assim tão longe, por enquanto. Mas é fato que uma equipe de cientistas japoneses conseguiu, há alguns meses(*), criar o ADN sintético! O ADN, sabe-se, é a molécula dos genes, a base da herança genética. São elas que transmitem, de um ser aos seus descendentes, as características da espécie. E todas as moléculas de ADN existentes são constituídas de quatro componentes, como se fossem quatro letras que, dependendo de seu arranjo, compõem todos os genes e características biológicas conhecidas. Pois bem, a equipe coordenada por Ichiro Hirao conseguiu elaborar ADNs com 6, em vez de 4 bases, o que dá origem a novas proteínas, novas enzimas e novas possibilidades de formas vivas!
É claro que, até agora, isso não passa de uma realização em tubos de ensaio, no laboratório do Dr. Ichiro, e ninguém pensam em criar vertebrados de oito patas, ou invertebrados pensantes vivendo sob a água... Mas a criação de novas proteínas e enzimas abre possibilidades industriais e terapêuticas muito interessantes. À diferença dos OGM, por exemplo, apresentam a vantagem de não se poderem propagar de forma incontrolável, no meio ambiente, pois os novos ADN não se combinam com os de nenhuma forma viva existente!
Esses sim são os legítimos ETs... criados não apenas na imaginação dos romancistas, mas nos laboratórios dos cientistas!


(*) Este artigo foi originalmente escrito pelo Prof. Samuel em agosto de 2002

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