Não há dúvida de que a globalização, na verdade, representa um processo de ocidentalização.
Partindo do pressuposto - até certo ponto verdadeiro - de seu enorme sucesso na produção industrial, o mundo ocidental, chegou à conclusão de que a sua mentalidade extremamente objetiva, o seu sistema analítico de raciocínio (que vem desde os filósofos gregos) e a sua maneira agressiva de agir sobre a natureza, com máxima eficiência na obtenção e no uso de recursos naturais, constitui a única e verdadeira maneira de viabilizar o mundo de amanhã, com suas populações crescentes e correspondentes demandas de recursos.
Visto isso, o mundo ocidental impôs-se, nas áreas produtivas, econômicas e culturais, conseguindo a adesão da maior parte das culturas orientais, que vêm abandonando tradições milenares em favor do nosso modo de vida, como se este fosse, sob todos os aspectos, o mais conveniente.
Entretanto, não creio que seja lícito escolher caminhos para a humanidade através de um "processo democrático", de preferência das maiorias, ou dos mais poderosos.
Às vezes, é na fragilidade de um povo oprimido - como o tibetano, por exemplo - que se encontra a maior pureza de pensamento e de sentimentos que fariam do homem um verdadeiro ser solidário. Talvez não o predomínio, mas uma pequena "contaminação" do nosso mundo globalizado por algumas dessas idéias e experiências orientais pudessem ser altamente benéficas em direção à humanização da sociedade mundial.
Com relação ao Meio Ambiente, a visão integral e despida do preconceito de "posse" da natureza, característica do pensamento e do comportamento oriental tradicional é, sem dúvida, muito mais salutar que o nosso tipo de comportamento!
artigo produzido em 16/janeiro/2001
Nenhum comentário:
Postar um comentário